Líderes animadores

Para o que servem as chamadas organizações de base dos partidos políticos? Eu cá acho que deveriam funcionar como uma espécie de sindicatos, batalhando com o partido pelos interesses das classes que representam. Por exemplo, as organizações femininas deveriam bater-se mais pelos direitos das mulheres, no geral, abdicando do papel quase único de mobilizadoras das mulheres do país, numa espécie de missão evangelizadora para angariar almas. A lógica deveria ser a de tomarem a voz destas mulheres no seio dos partidos, um espaço de batalha.

Sobre as organizações juvenis nem vale a pena falar, quase ridículo o seu papel. Olhemos para as lideranças das ditas organizações de base, o seu papel e a sua projecção social. As suas lutas, o que advogam. As suas causas.

A ideia não é a promoção da anarquia, claro, mas não percebo como um líder juvenil, ou mesmo uma líder feminina (das tais organizações de base partidárias) não são também figuras sombra aos seus presidentes de partido. Cada um destes líderes deveria ser alguém presidenciável no país. Deveria conquistar espaço próprio, ser uma construção de ideias e não uma máquina reprodutora de discursos do chefe.

A sociedade deveria olhar para os líderes juvenis e perceber que está aí o futuro do país, arejado, diferente. Não é o que temos, lamentavelmente. Isto explica, por exemplo o festival de decepções políticas que tem sido a maioria do “sangue novo” chegado ao actual Governo.

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