SIC detém dois polícias por venda ilegal de motorizadas

O Serviço de Investigação Criminal na Huíla procedeu, na última Quarta-feira, à detenção de dois efectivos da Polícia Nacional supostamente envolvidos na venda de duas motorizadas apreendidas em operações realizadas pela Polícia de Transito

Trata-se de um inspector-chefe e um terceiro sub-chefe destacados na Unidade Operativa do Lubango que terão, supostamente, furtado 24 das cerca de 500 motorizadas de diversas marcas que se encontravam apreendidas na referida unidade, das quais venderam duas.

Segundo uma fonte de OPAÍS junto do Serviço de Investigação- Criminal (SIC), os dois efectivos da Polícia Nacional encontram-se detidos numa das unidades penitenciárias desta cidade, enquanto decorre a tramitação do processo-crime.

As motorizadas, que se encontravam parqueadas na Unidade Operativa, foram apreendidas em diversas operações realizadas pela Polícia de Trânsito e seriam leiloadas por não terem sido reclamadas pelos seus legítimos proprietários em mais de cinco anos.

Os acusados, segundo a nossa fonte, contaram com o auxílio de três mecânicos que também foram detidos no mesmo dia, mas posteriormente colocados em liberdade provisória.

OPAÍS contactou a Delegação Provincial do Ministério do Interior na Huíla com vista a obter mais detalhes sobre este assunto que envolve um inspector-chefe e um subchefe. O comissário Divaldo Martins, delegado do MININT e comandante provincial da Polícia Nacional, disse que dentre as 500 motorizadas, seriam leiloadas aquelas que apresentassem um bom estado técnico.

Segundo o delegado do MININT na Huíla, as motorizadas em estado avançado de degradação serão levadas para uma siderurgia na capital do país para sua fusão. Destas, os dois agentes subtraíram 24, das quais venderam duas.

“Verificamos que as nossas unidades estavam transformadas em depósitos de motorizadas abandonadas, então, decidimos realizar uma venda em asta pública, e do levantamento que fizemos, notamos que 90 por cento das motas não têm processo”, frisou.

Acrescentou de seguida que “existem também algumas em estado avançado de degradação. Para estas, encontramos alguém ligado a uma siderurgia que poderia ajudar a limpar as nossas unidades levando as mesmas para serem fundidas”.

Por outro lado, Divaldo Martins fez saber que os agentes aproveitaram- se do processo para subtrair as 24 motos e para uma possível venda das mesas. “Os agentes, apercebendo-se disso, decidiram retirar 24 motos e venderam duas. Foram detidos e já apresentados ao Ministério Público”, revelou.

João Katombela, na Huíla

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