Cidade da China sob cerca sanitária devido ao surgimento de dois casos de Covid-19

Nas últimas 24 horas foram confirmados mais 44 novos casos de Covid-19, perfazendo um total de 749 no país. Trata-se 42 cidadãos angolanos e dois de nacionalidade chinesa, vendedores na cidade da China, em Luanda, o que levou as autoridades sanitárias a instituírem a cerca sanitária naquela zona comercial

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, ao falar na habitual apresentação diária do balanço da situação epidemiologia do país, informou que dos 44 novos casos confirmados, 26 são do sexo masculino e 18 do feminino, com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos.

“Dos 44 casos positivos, dois são de nacionalidade chinesa, vendedores na cidade da China. Sendo assim e em decorrência das normas de saúde pública, será instituída a cerca sanitária naquela zona comercial”, revelou.

Por causa do aumento diário de novos casos, alertou a população a evitar a exposição ao SARS-CoV-2, com a permanência em aglomerações por longo tempo, referindo-se aos mercados, paragens de táxis, entre outros.

Com estes novos casos, a estatística indica 749 positivos, entre os quais 29 óbitos, 221 recuperados e 499 casos activos, sendo que 15 estão em estado crítico, com ventilação mecânica invasiva. Dentre eles, três necessitam de hemodiálise e um de oxigenoterapia.

Em relação ao laboratório, Franco Mufinda explicou que o país até conta, no capítulo da biologia molecular 48.486 amostras processadas, dentre elas 749 foram positivas. 47.737 foram negativas.

Nas últimas 24 horas foram realizados 254 testes rápidos serológicos, dos quais oito foram reactivos, o que significa que 3.1 em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao SARS-CoV-2.

“No total, em todo o país foram realizados 22.621 testes rápidos serológicos, dos quais 1.044 foram reactivos, o que significa que 4.6 em cada 100 pessoas rastreadas estiveram expostas ao SARSCoV- 2”, esclareceu.

O governante fez saber que os casos suspeitos investigados são 1.460, enquanto os contactos sob vigilância somam 3.832 pessoas. “Nas últimas 24 horas, conseguimos processar 341 amostras”, frisou. Disse que 942 pessoas observam quarentena institucional em todo o país.

254 testes rápidos oito foram reactivos e cinco em isolamento

Por outro lado, Franco Mufinda disse que o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, 72 chamadas, das quais uma denúncia de caso suspeito de Covid-19, sete denúncias de violação do estado de calamidade pública e 64 pedidos de informação sobre o vírus.

Franco Mufinda disse ainda, sobre as testagens rápidas, que nove províncias realizaram o rastreio. Trata-se de Benguela, Bié, Cabinda, Huambo, Huíla, Cuanza-Sul, Luanda, Malanje e Namibe. Delas, duas trouxeram à tona a questão de alguns casos que acabaram por expressar a hemoglobina IgM e as pessoas ficaram isoladas.

Fez saber que se testou nessas províncias 254 pessoas e, destes, oito foram reactivas, sendo que cinco ficaram isoladas. Explicou ainda que quatro pessoas são de Luanda e uma do Cuanza Sul. Estas cinco pessoas tiveram as suas amostras enviadas para Instituto Nacional de Investigação em Saúde para a testagem confirmatória.

Entre as actividades por províncias, Cabinda reportou actividades atinentes à capacitação sobre vigilância epidemiológica e bio-segurança no seu município sede.

No Namibe ocorreu a desinfecção de mercados informais e bancos comerciais, no município do Tombwa e na cidade de Moçâmedes.

Entretanto, Franco Mufinda fez saber que as localidades mais afectadas pelo vírus da Covid-19 são Viana, Belas, Ingombota, Samba, Cazenga, Rangel, Cacuaco e Talatona.

Governante apela à responsabilidade individual e colectiva

A província do Uíge reportou a realização de palestras de sensibilização sobre as medidas de prevenção da Covid19 nos municípios de Damba e Quimbele, e algumas actividades de rastreio através da testagem rápida.

O governante reiterou o uso obrigatório das máscaras, a lavagem frequente das mãos com água e sabão, a não violação das cercas sanitárias, a observância do distanciamento físico e, sobretudo, não esquecer que o problema da Covid-19 tem muito a ver com a responsabilidade individual e colectiva.

De recordar que o novo Coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela pandemia da Covid-19, surgiu na China em Dezembro em 2019.

O surto espalhou-se pelo mundo e já vitimou centenas de milhares de pessoas, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia global.

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