Covid-19: Refugiados na Lunda Norte recebem apoio

Famílias que se encontram em Angola desde 1997 receberam igualmente de máscaras de protecção

Trezentas cestas básicas foram distribuídas no Sábado a famílias refugiadas da República Democrática do Congo (RDC), Burundi, Tanzânia, Chade, Ruanda e Mali requerentes de asilo, no município de Cambulo, no âmbito do plano de apoio a pessoas vulneráveis, face à Covid-19.

As referidas famílias, que se encontram em Angola desde 1997 beneficiaram igualmente de máscaras de protecção, numa acção dos Serviços Jesuíta aos Refugiados (JRS). O responsável da JRS na Lunda-Norte, Tomé Gondico, disse que acção visa minimizar a carência alimentar dos refugiados, tendo em conta as limitações de circulação resultante do Estado de Calamidade.

Medidas de protecção

Após o anúncio de 93 casos suspeitos da Covid-19 na Lunda-Norte é visível a mudança de comportamento dos cidadãos na via pública, no município de Chitato, onde, ao contrário do que se constatava, o uso de máscaras se tornou num novo normal.

Nos mercados, nas instituições bancárias, estabelecimentos comerciais, entre outros, é notável o cumprimento do distanciamento físico nas filas de espera, bem como o uso de máscaras.

Na centralidade do Mussungue, por exemplo, não se regista, como antes, o aglomerado de pessoas em restaurantes e nas ruas, com grande parte das famílias submetidas ao confinamento domiciliar.

Cresce igualmente o número de organizações não-governamentais que se vão juntando aos esforços do Governo, na sensibilização e mobilização da população, para o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção, com vista o combate a propagação do novo Coronavírus.

Cerca sanitária

Mantém-se a cerca sanitária no condómino habitacional 28 Casas, após o registo de 25 casos suspeitos, cujas amostram já se encontram em Luanda para os testes de biologia molecular.

Segundo o coordenador adjunto da Comissão Multissectorial de Resposta à Covid-19 na Lunda- Norte, Gimi Nhunga, o levantamento da cerca sanitária no referido condómino, onde estão confinadas 28 famílias, dependerá dos resultados das amostras que deverão estar prontas nos próximos dias.

Avançou que o Governo local está a criar condições para que a partir de Segunda-feira um camião cisterna comece a distribuir água potável no condómino, apelando paciência aos moradores.

Angop

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