Nada está garantido

Alguém se lembra do discurso de João Lourenço quando ele diz que nunca sabemos se somos nós o perigo para os outros ou se são os outros o perigo para nós? (claro que estou a interpretar a mensagem) Pois bem, é para ouvir e acolher com seriedade.

Num determinado momento, aí para meados e fim de Abril, houve um grande suspiro, uma esperança no mundo quando a China tinha resolvido o problema do novo Coronavírus, com o início da desactivação dos hospitais de campanha. Pois bem, até hoje a China continental vai reportando casos, um ou outro, mas reporta.

De Hong Kong, correram nas redes sociais vídeos a mostrar gente com máscaras e a dizer que o uso deste assessório, hábito já antigo, mantinha a Ilha quase com zero casos de infecção. Ontem mesmo o Governo local apertou nas medidas porque há um surto da doença.

Nos Estados Unidos houve quem dissesse que seria coisa pouca, o vírus, ante a sua capacidade médica e científica, agora lideram a contagem quer em números de infectados, quer de mortos.

No Brasil, o Presidente Bolsonaro chegou a apelidar a Covid-19 de resfriadinho, hoje está ele confinado, contagiado.

Em Espanha, depois de muito luto, veio o desconfinamento, mas o vírus até parece que esperava pelas pessoas na rua. E lá voltaram os confinamentos, ainda que localizados.

Não há certezas nesta pandemia, nada está garantido, nem a eficácia das dezenas de vacinas em teste. O apelo, portanto, é simples: mantenha-se vivo até tudo estar clarificado. E para isto, se ainda não sabe o que fazer, então vá procurar a mensagem de João Lourenço

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