Benguela à espera de reagentes para diagnosticar Covid-19

O director do Gabinete Provincial da Saúde, médico Manuel Cabinda, revelou que estão a ser criadas as condições no Laboratório de Virologia Molecular, instalado no Hospital Geral, para que Benguela passe a fazer diagnóstico definitivo da Covid-19

O responsável disse que, neste momento, o Laboratório Regional de Virologia, inaugurado em Janeiro deste ano pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, no quadro do programa “Nascer Livre para Brilhar”, está equipado com meios técnicos e tecnológicos para fazer face às necessidades.

No entanto, de acordo com o médico, a unidade aguarda apenas por reagentes, uma vez que dispõe de tecnologia para diagnósticos definitivos. Nesta perspectiva, disse Cabinda, esforços estarão a ser envidados junto do Ministério da Saúde (MINSA) para a criação das condições de que o laboratório precisa.

“Estamos à espera que nos sejam enviados os reagentes para que, de facto, possamos fazer cá o diagnóstico definitivo”, disse, salientando que, até à data, já foram realizados 315 testes rápidos.

A tecnologia molecular aplicada ao referido laboratório de virologia permite identificar a carga viral do VIH a partir de quatro a seis semanas após o nascimento do bebé, ao contrário dos 18 meses necessário para se identificar se a criança está ou não infectada pelos métodos convencionais de serologia.

Para Manuel Cabinda, a unidade é, igualmente, útil em relação à Covid-19, daí que considere imperiosa a chegada dos reagentes.

Em seu entender, havendo reagente no laboratório, a província de Benguela deixaria de depender da capital do país, Luanda, para a obtenção de diagnósticos definitivos de testes, sobretudo os rápidos, que têm vindo a realizar.

Falando à imprensa, o também coordenador técnico da Comissão Provincial de Combate à Covid-19 disse que, apesar de as atenções do Governo, fruto do momento delicado, estarem direccionadas ao combate à pandemia, não existe qualquer problema de distribuição de anti-retrovirais para pessoas com tratamento de segunda linha.

“Não temos estado a viver dificuldades, temos esses meios (anti-retrovirais) na província”, assegura. À imprensa, o responsável falou, igualmente, dos trabalhos de apetrechamento de que beneficia o novo hospital municipal da Baía-Farta, que servirá de suporte à unidade sanitária da Catumbela, com 120 camas e 10 ventiladores, de modo a responder a possíveis casos de Covid-19.

Constantino Eduardo, em Benguela

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