Carta do leitor: Hortas de doenças

Por: Venceslau Monteiro
Luanda

Caros amigos do jornal OPAÍS,

Aqui, no lado Sul de Luanda, vai ser necessário que as autoridades trabalhem muito bem, está em causa saúde pública. Por um lado temos a pobreza, por outro a necessidade de se preservar a saúde dos cidadãos.

Quem vai a mercados como o Cantinton, Kifica e outros, encontra muitas senhoras a vender verduras para ganharem dinheiro para o seu sustento, a nossa jimboa e a rama de batata- doce não faltam. Aos sábados, as nossas senhoras compram, sabemos que nos nossos hábitos alimentares, a funjada deve ser acompanhada por feijão e calulú, ou as simples folhas, como alguns lhes chamam, ou verduras, ou lombi, como se diz no Sul do país. Mas será que sabemos onde são cultivadas estas plantas?

Se alguém seguir o rio Cambamba, por exemplo, até perto da ponte molhada, vai ver muitas hortas nas margens. Aquilo, na verdade, é mais uma vala que recebe tudo o que é lixo, todo o tipo de resíduos. E é com aquela água que as hortas da margem são regadas. Será que ninguém vê isso? Assim não temos como travar a mortalidade por doenças evitáveis, principalmente de crianças.

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