Editorial: ONG pode ser boa escola

Jornal OPaís edição 1905 de 21/07/2020

Muitas das organizações não-governamentais angolanas sobrevivem e trabalham financiadas por organismos internacionais e até por organizações não-governamentais de outros países, e há razões para isso.

Angola reconhece algumas entidades como sendo instituições de utilidade pública. O que acontece é que a sua acção, não só não é sustentável, como nem transformadora. É quase sempre de propaganda, e quando assim é, o resultado inevitável é o agravamento das dificuldades das pessoas sobre as quais agem.

O ambiente, o desenvolvimento, a pobreza e até a ciência são causas que engajam jovens, altruístas, voluntários e disponíveis, ora financiar organizações que os enquadrem, que sejam sérias e com contabilidade justificada, é uma boa forma de forjar líderes, não apenas políticos, mas sociais e até empresariais, é uma boa forma de moldar também o futuro, com gente que valoriza a solidariedade, o ambiente, o trabalho. Não se entende a recusa do Estado de financiar angolanos solidários e que realmente trabalham, politicamente independentes.

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