Delegado do BNA em Benguela destaca elementos de segurança introduzidos na nova série de kwanza

O delegado regional do Banco Nacional de Angola em Benguela, Gonçalo Ventura Antunes Rita, afirmou que o banco emissor decidiu introduzir no mercado, de forma gradual, a partir de 30 de Julho, a nova série de kwanzas a pensar na segurança da moeda nacional, razão por que foram assegurados vários elementos de natureza tecnológica

A Delegação Regional do banco emissor leva a cabo em Benguela uma série de acção de sensibilização dirigida a vários segmentos sociais, políticos e não só, servindo de antecâmara para a entrada em circulação da nova família de Kwanza, a partir do dia 30 deste mês de Julho.

Na Terça-feira, 21, o Banco Nacional de Angola juntou, no anfiteatro do Hospital Geral de Benguela, políticos, governantes, académicos e demais membros da sociedade civil para falar das novidades que traz a nova família de kwanza. Num outro encontro, na semana passada, o BNA tinha levado a mesma mensagem a efectivos da Polícia Nacional.

De acordo com Gonçalo Ventura Antunes Rita, foram acautelados elementos de segurança, desincentivando, deste modo, iniciativas tendentes à falsificação de notas, daí que a Lei nº12/20, de 30 de Julho, tenha admitido o BNA a emitir e a pôr em circulação as novas notas da série 2020, com valores faciais de 5, 10, 50, 100, 200, 500, 1000, 2000, 5000 e 10.000kz.

À luz das recomendações dos órgãos policiais internacionais de combate à contrafacção, deu nota o responsável, o tempo médio de circulação de uma nota não deve exceder 7 anos.

“Em obediência a essa regra internacional, surge um dos fundamentos do BNA em colocar a nova série”, justifica o gestor bancário.

A actual série, que circula desde 2012, apresenta um nível de desgaste acentuado e em péssimas condições de manuseio, devido ao peso do mercado informal na economia nacional, que incide, fundamentalmente, sobre as transacções.

“Todos nós sabemos qual é o peso que o mercado informal tem sobre a nossa economia”, disse.

O gestor do bancário emissor lembra que o sistema financeiro angolano não apresenta ainda um volume de transacções digitais conforme é requerido, por isso é que a forma mais usual continua ser o dinheiro físico.

Face a tais circunstâncias económicas, o banco emissor da República de Angola entendeu ser este o momento oportuno para proceder ao lançamento da nova série, de modo a acautelar a questões de segurança e cumprir fielmente as orientações de organismos internacionais.

“Com maior resistência, maior durabilidade e elementos de segurança muito mais fortes, tendo em conta a nova tecnologia neste ramo. Ela (a nota) tem um desenvolvimento tecnológico muito forte”, gabou-se o responsável.

Da parte do governo provincial de Benguela, ficou o compromisso de tudo fazer, no sentido de sensibilizar a população para conservação das notas, que devem entrar circulação já a partir de 30 de Julho.

A vice-governadora para o sector político, económico e social, Deolinda Valiangula, que sujeitou os presentes a uma viagem histórica sobre o percurso da moeda nacional no período que vai de  1977 aos dias de hoje, louvou a iniciativa do BNA, tendo, na mesma ocasião, enaltecido o banco emissor por ter introduzido tecnologia de ponta nas notas.

Apesar deste trabalho de sensibilização levado a cabo pelo BNA em terras de Ombaka, um economista, que entretanto não se quis identificar devido a algumas responsabilidades no Governo Provincial, esclarece a O País que a campanha de informação daquela entidade bancária vem tarde.

Segundo sustenta, uma vez que a economia nacional é “excessivamente informal”, esta acção, antes mesmo de ter juntado políticos e governantes, devia, do ponto prioritário, levar a mensagem aos mercados informais, por ser este o segmento da economia que mais manuseia a moeda.

Constantino Eduardo, em Benguela

error: Content is protected !!