Fraco abastecimento de energia trava crescimento da indústria no Namibe

A falta de fornecimento de energia electrica e de água condiciona o surgimento de novas unidades e reactivação das indústrias no Namibe. Melhoria nos sistemas precisam-se

O director do gabinete provincial para o Desenvolvimento Economico Integrado do Namibe, Armando Valente, avançou que controlam perto de 188 indústrias de diversos ramos, sendo 131 em funcionamento e 57 paralisadas.

Na província da welwitschia mirabilis, por exemplo, os efeitos são muitos, prejudicando o desenvolvimento da região muito dependente das pescas.

Segundo o responsável, a principal dificuldade prende-se com o fornecimento de energia electrica e água para manter as fábricas em funcionamento

 “Existem vários pedidos para a instalação de novas unidades fabris, nomeadamente, para produção de cimento, no subsector da agroindústria, transformação de rochas ornamentais”, enumerou.

Todavia, refere que “estes projectos estão condicionadas por causa do fraco fornecimento de energia electrica”, disse.

Armando Valente acredita que, com os macroprojectos de eletrificação do país que estão em curso, e que vão interligar o sistema norte ao sul, alimentado as províncias da Huíla e do Namibe, o problema actual poderá ficar ultrapassado.

Trata-se da ligação da barragem de Laúca, na província do Kwanza Norte. Explicou que há uma central que vai ser instalada na província do Namibe e espera-se que venha a incentivar a classe empresarial apostar na indústria.

“Temos condições para crescimento do sector, sobretudo com o funcionamento do porto de águas profundas, bem como com a linha férrea poderá ser internacionalizada na região da SADC, por via da Namíbia, na ligação com o Cunene”, enfatizou.

Na mesma senda, Armando Valente augura a ampliação do aeroporto local, com capacidade de receber aeronaves de grande porte. “Quando haver maior capacidade electrica podemos criar o polo logístico da região Sul”, defendeu.

A indústria em números

Armado Valente referiu que o maior número de indústrias estão ligadas ao sector pesqueiro com mais de 17, nomeadamente, a transformação, congelação, e produção de óleo.

A província contabiliza ainda 17 moageiras, igual número de pastelarias, 5 unidades de transformação de mármore e granitos, 23 de bloco, 15 serralharias, 22 carpintaria e marcenaria, 9 caixilharia de alumínio, 7 fábricas de gelo, 2 gráficas, 2 matadouro

Em relação actividade mineira requer avultados investimentos e o retorno é lento. É pouco empregadora em termos de mão- de- obra porque requer muitos equipamentos e tecnologia.

No que toca a empregabilidade, o sector dá emprego a 1.483, sendo 22 expatriados. Desde o início do ano foram criados apenas 61 novos postos, sem contar com as pescas.

O responsável da indústria na província do Namibe disse que as fontes alternativas como gerador, que passaram, em alguns casos, a ser as principais “acabam por encarecer o produto final, pagando a factura pesada o consumidor”, reconheceu.

Para agravar a situação, Armando Valente lamenta que “os bancos não estavam disponíveis para financiar à actividade mineira. Além disso, existe a problemática da falta de quadros formados para alavancar o sector”, concluiu.

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