ASCOFA prevê registar perto de três mil ex-militares no Sambizanga

O presidente da Associação de Apoio aos Antigos Combatentes da ex-FAPLA (ASCOFA), Caetano Marcolino, disse, ontem, que a sua instituição, agora com representação no distrito urbano do Sambizanga, pretende registar três mil ex-militares nesta circunscrição. Neste momento, a ASCOFA conta com 86 mil associados e trabalha no seu recadastramento

A melhoria da condição social dos ex-militares constitui preocupação da ASCOFA, por isso trabalha junto de parceiros públicos e privados no sentido de dar resposta a esta situação, mas, para que isto aconteça, está-se a actualizar a base de dados dos associados.

De acordo com Caetano Marcolino, presidente da Associação de Apoio aos Antigos Combatentes das ex-FAPLA (ASCOFA), neste momento têm um total de 86 mil associados em todo o território nacional, desde 2001 (tempo de existência da associação), entre ex-militares, viúvas, órfãos e descendentes de ex-militares.

Dos 86 mil associados, 35 mil são efectivamente ex-militares, divididos entre oficiais, sargentos e soldados das extintas FAPLA, e deste último número 15 mil beneficiam do processo de reforma das Forças Armadas Angolanas, isto é, da pensão de reforma.

A associação procura actualizar a base de dados para melhor controlar e distribuir as políticas de apoio social. Assim, está-se a reactivar as delegações provinciais, municipais e comunais para o cadastramento dos associados para beneficiarem das parcerias e ajudas que têm do Estado na integração dos ex-militares.

O registo vai para além da questão numérica, pois a ASCOFA pretende saber também dos ex-militares quais são as suas aptidões, se já tem alguma formação técnico profissional, e aqueles que não tiverem serão ajudados neste sentido.

Por isso, ontem, tomou posse, no Distrito Urbano do Sambizanga, a delegação que irá representar a ASCOFA nesta circunscrição. “A nível do Sambizanga prevemos registar cerca de 3 mil associados, porque têm este número antigo, pelo que o número poderá ser mais ou menos”, disse.

Reconheceu da existência de falsos ex-militares ou de pessoas que tentam a todo custo beneficiar da ajuda disponibilizada para este sector sem que tenham alguma ligação. Muitos desses “falsos ex-militares” estão a abandonar essa prática, nos processos de recadastramento, e outros, os nomes saíram como fantasmas.

“Hoje, facilmente podemos dizer que estamos no caminho certo para atender quem realmente foi militar, suas esposas e seus filhos. Nós tínhamos na ASCOFA algumas pessoas falsas, mas como a nossa associação não os manda para a caixa militar, as suas acções de aproveitamento foram por água abaixo”, reforçou. Por fim, o responsável máximo da ASCOFA enfatizou que a sua associação está a funcionar, em todo o país e não há confusão, como “muitos querem fazer crer”.

Registar sem discriminar ninguém

O administrador distrital do Sambizanga, Tomás Bica, aconselhou aos recém-empossados da ASCOFA que seja feito um registo não discriminatório, onde se cumpra a regra e se tenha em atenção quem realmente é ex-militar, viúva e órfão.

O responsável disse que aceitou o desafio de ter uma representação da ASCOFA no Sambizanga por considerar como importante esta associação, uma vez que representa o arauto de valorosos cidadãos nacionais que com muito sacrifício deram o melhor de si pela causa comum e mais nobre do povo angolano.

“Neste momento particularmente difícil que o país vive, devemos aumentar o nosso dever de solidariedade e comprometimento social, para com os mais vulneráveis, os ex-militares e suas famílias, os idosos, doentes crónicos e deficientes. Precisamos capacitar e reforçar as iniciativas do empreendedorismo, aperfeiçoando a sua capacidade de organização(…)”, disse.

Reconheceu que “não estaríamos aqui e onde estamos hoje, enquanto país, se não houvesse antes quem tivesse dado o melhor de si, para a libertação da nossa pátria”. Por isso, mostrou-se aberto a colaborar com a ASCOFA para a prossecução e desenvolvimento dos principais projectos e programas.

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