CASA-CE exige criação de comissão de inquérito para responsabilizar culpados pelos desfalques no BPC

Para a coligação de partidos, o assalto financeiro que vem sofrendo o BPC tem reflexos escandalosos na vida de centenas de cidadãos e funcionários que, em sede da crise da instituição, estão a ser compulsivamente atirados para o desemprego, o que terá grande impacto na vida das suas famílias

O deputado do Grupo Parlamentar da CASA-CE Alexandre Sebastião, disse, ontem, que a organização política exige a criação de uma comissão de inquérito parlamentar para responsabilizar o grupo de indivíduos e empresas responsáveis pelos sucessivos desfalques financeiro no Banco de Poupança e Crédito (BPC).

Segundo Alexandre Sebastião, que falava, ontem, na Assembleia Nacional, à margem da sessão de discussão e aprovação da proposta de lei do Novo Código Civil, depois de sucessivas crises que o banco BPC vem enfrentado, é indispensável a criação de uma comissão de inquérito para apurar os causadores da sua queda. Conforme explicou, o assalto financeiro que vem sofrendo o BPC tem reflexos escandalosos na vida de centenas de cidadãos e funcionários que, em sede da crise da instituição, foram compuslviamente atirados para o desemprego, o que terá grande impacto na vida das suas famílias e outros dependentes.

Porem, ante a situação, Alexandre Sebastião entende ser uma atitude justa responsabilizar os culpados pelos prejuízos financeiros do BPC, que regularmente vem sofrendo desvios nas suas contas, sendo a mais recente o desaparecimento de 400 milhões de kwanzas.

Avançar para as autarquias

Já a UNITA, na voz do presidente do seu Grupo Parlamentar, Liberty Chiaca, disse que ao país não resta outra saída que não o agendamento das eleições autárquicas. Segundo o parlamentar, as eleições autárquicas não devem estar dependentes de um pequeno grupo ou da vontade do Presidente da República, João Lourenço.

É preciso, explicou, que se faça a vontade de todos os angolanos que é há necessidade de realização de autarquias para atender muitos dos problemas a que a actual governação não consegue dar respostas.

De acordo com Liberty Chiaca, o país vem mergulhando, sucessivamente, em contínuas crises, pelo que há toda a necessidade de se encontrar formas mais concretas de atender as preocupações. E, no seu entendimento, a realização das autarquias pode posicionar-se como um forte aliado neste sentido.

Falácias da Oposição

Por seu lado, Américo Cunonoca, responsável pelo Grupo Parlamentar do MPLA, disse que muitas das questões que a Oposição levanta já têm sido abordadas pelo Parlamento que, regularmente, tem fiscalizado as acções do Executivo.

De acordo com Américo Cunonoca, a Oposição angolana deve compreender que o Estado angolano não funciona como o sul-africano, onde o Presidente é obrigado a responder às suas acções no Parlamento. Conforme explicou, em Angola, apesar de não haver um regulamento jurídico neste sentido, o Presidente da República tem sido fiscalizado pelo Parlamento, que é a casa responsável de todas as leis que são produzidas no país. “Portanto, falar que as acções do Presidente da República não são fiscalizadas pelo Parlamento é uma falácia da Oposição”, frisou.

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