EUA acusam director-geral da OMS de ter sido comprado pela China 

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde de ter sido “comprado” pelo Governo chinês. OMS desconhece tais acusações. 

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedro Ghebreyesus, de ter sido “comprado” pelo Governo chinês, noticiaram ontem Quarta-feira os jornais britânicos. 

De acordo com os jornais diários The Times e Daily Telegraph, o chefe da diplomacia dos EUA deixou essa acusação na passada Terça-feira, durante uma conferência com parlamentares britânicos, interdita aos jornalistas. 

Segundo fontes presentes nesse encontro, Pompeo disse que os erros da OMS que classificou como uma organização política, não baseada na ciência na luta contra a pandemia de Covid-19 provocou “mortes britânicas”. 

“Quando as coisas começaram a mudar, no momento mais importante, quando houve uma pandemia na China, o dr. Tedros, que foi comprado pelo Governo chinês… não posso dizer mais nada, mas posso dizer, afirmo que, com base em informações sólidas, que foi alcançado um acordo por ocasião da eleição do Sr. Tedros à frente da OMS”, terá dito Pompeo, segundo um relato do Daily Telegraph. “Havia um acordo para esta eleição. 

E quando as coisas começaram a mudar, houve britânicos mortos, por causa do acordo que foi feito”, explicou o secretário de Estado norte-americano, segundo o Daily Telegraph. Os comentários foram feitos durante uma reunião organizada pela Henry Jackson Society um think tank (grupo de reflexão) descrito pelo The Times como defensor da linha dura contra Pequim duas semanas depois de os Estados Unidos terem oficializado a sua saída da OMS, que Washington acusa de ter demorado a agir perante a pandemia de Covid-19. 

“A OMS não tem conhecimento de tais declarações, mas rejeitamos qualquer ataque ad hominem e as alegações infundadas”, disse um porta-voz da OMS ao Daily Telegraph, pedindo aos países que continuem focados na resposta à pandemia. 

Durante sua visita a Londres, depois de o governo de Boris Johnson ter decidido excluir a empresa chinesa de telecomunicações Huawei dos concursos da sua rede 5G, numa reviravolta em relação a uma decisão inicial, o secretário de Estado norte-americano continua a pedir aos aliados para resistirem aos planos do governo chinês. 

Após a sua visita a Londres, Mike Pompeo chegou ontem Quarta-feira de manhã a Copenhaga, onde reunirá com o primeiro-ministro dinamarquês, Mette Frederiksen, e com o seu homólogo, Jeppe Kofod. 

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