Mais de dois mil cidadãos serão repatriados de Lisboa e Porto

A partir de amanhã, Sexta-feira (24), começam a chegar ao país mais de dois mil cidadãos nacionais que serão repatriados, em voos humanitários, a partir de Lisboa e do Porto

 

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, disse, ontem, em Luanda, que a representação diplomática de Angola em Portugal tem registrados 1.800 cidadãos angolanos em Lisboa e 300 na cidade do Porto interessados em regressar ao país.

“Com o efeito, foram estabelecidos um conjunto de procedimentos nos voos que terão início no dia 24 de Julho, com uma periocidade de 14 dias, ou tão logo os centros de quarentena tenham disponibilidade para receber novos passageiros”, explicou.

Segundo o governante, foram definidos critérios de prioridades no primeiro voo, como possuir bilhete de passagem válido emitido pela TAAG e aqueles cujo motivo da deslocação a Portugal seja saúde e terminou o período de junta médica.

Constitui também critério de prioridade o factor idade, no caso os idosos, e a existência de famílias com crianças. Sobre as condições de embarque, Ricardo de Abreu disse que compreendem a apresentação do teste de Covid-19 realizado 72 horas, antes do embarque e os passageiros deverão estar protegidos com máscara.

Em relação à bagagem, o ministro dos Transportes explicou que os passageiros que viajarem na primeira classe têm direito a transportar 32 quilos (três volumes e mais um extra oferecido pela TAAG), já os passageiros da classe económica têm direito a dois volumes de 23 e mais um extra, perfazendo um total de três.

“Durante a viagem, os passageiros irão receber informações e instruções específicas do tempo de permanência nos lugares de quarentena e o comportamento adequado”, explicou.

Ricardo de Abreu salientou que logo à chegada ao país as bagagens serão desinfectadas, identificadas e recolhidas na placa pelos passageiros que, posteriormente, serão dirigidos aos autocarros disponibilizados pela TCUL para o transporte aos centros de quarentena.

“Assistência médica será assegurada pelo Ministério da Saúde igualmente no aeroporto, de modo a se observar os procedimentos de rastreio e de seguida serão encaminhados para os centros de quarentena, onde permanecerão durante um período de 14 dias e serão submetidos a testagens”, disse.

O titular da pasta dos Transportes disse tratar-se de um trabalho conjunto que está a ser realizado com os ministérios da Saúde, Relações Exteriores, Cultura, Ambiente e Turismo, TAAG, e com os profissionais do aeroporto e de navegação área.

Transporte de mercadorias com critérios específicos

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, referiu que na passada Segunda-feira foi realizado um encontro com o Ministério da Saúde, o Governo de Luanda e os operadores colectivos e de transportes de mercadoria a nível nacional, de modo a colher contribuições válidas para a melhoria de todo o processo de transporte, quer de passageiros, quer de mercadorias.

“Durante o encontro foram estabelecidos critérios para o transporte de mercadorias de forma segura, tendo em conta que os motoristas são considerados classe de risco”, frisou.

Por outro lado, anunciou que os motoristas que transportam combustíveis vão contar com um posto específico para testagem, com o intuito de facilitar todo o processo. Quanto aos demais motoristas, disse que será encontrado um processo mais célere para diminuir a espera dos que procuram obter as autorizações para as viagens.

“Queremos assegurar o transporte de mercadorias nacionais durante o estado de calamidade, mas de forma segura”, disse.

Luanda vai contar com 220 novos autocarros

Nos próximos dias, a província de Luanda vai contar com novos autocarros, de forma a diminuir a pressão da procura nos transportes colectivos. “Estamos a trabalhar com o Governo provincial no sentido de atenuar a pressão nos meios de transportes que estão em circulação”, explicou Ricardo de Abreu.

Por sua vez, a governadora de Luanda, Joana Lina, reforçou a necessidade de se aumentar os autocarros em circulação. Por essa razão, estão a ser realizados encontros com as operadoras, para encontrar a melhor solução.

Joana Lina disse ainda que é necessário chamar a atenção aos jovens, para cumprirem as medidas de prevenção contra a Covid-19, sob pena de aumentar o número de perdas de familiares. “Estamos a verificar um avanço de números de casos de Covid-19 de pessoas próximas. Neste sentido, é preciso que haja uma disciplina para mudar o quadro e se proteger”, alertou.

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