Infra-estruturas de qualidade oferecem maior fluidez às transacções

O ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, considerou, ontem, Quinta-feira, ser fundamental que os países adoptem infraestruturas de qualidade e competentes, nas suas mais variadas vertentes, para potenciar maior fluidez às transacções comerciais

Ao discursar no workshop sobre “A Garantia da Conformidade, Segurança e Qualidade dos Alimentos”, promovido pelo Instituto Angolano de Acreditação (IAAC), sublinhou que as trocas comerciais exigem a garantia de total fiabilidade e segurança dos produtos e serviços que empresas e instituições colocam à disposição dos consumidores internos e externos.

O governante defende a necessidade e a urgência do fortalecimento de um sub-sistema de avaliação da conformidade transparente e desenvolvimento de acordo com os requisitos regionais e internacionais.

Disse que um país com laboratórios, organismos de certificação e de inspecção acreditados, promove um sistema de verificação e controlo dos riscos das operações e negócios, assim como dos produtos e serviços disponíveis no mercado, aumentando a confiança dos agentes económicos, em especial dos consumidores, em transacções mais seguras, pois os produtos e serviços testados terão a mesma aceitação e confiança em todos os lugares.

Segundo o ministro, a diversificação da economia, a substituição das importações e o fomento das exportações não se concretizarão apenas com mais produção, adensamento das cadeias produtivas, mais investimentos ou mais financiamentos, pois existem muitas outras variáveis fundamentais para o sucesso desta estratégia e, de entre elas, a garantia da qualidade.

Victor Fernandes frisou que o país tem desafios ao nível da integração regional num mercado de cerca de 300 milhões de habitantes, ao nível do continente africano, da futura Zona de Comércio Livre Continental, e ainda ao nível do mercado global.

“É imperioso que as nossas empresas estejam preparadas para competir com as suas congéneres estrangeiras, pertencentes aos países aderentes à Zona de Comércio Livre Comum. É importante que a infra-estrutura nacional da qualidade seja desenvolvida em atenção a esses desafios de acesso ao mercado externo, não podendo estar dissociada do desenvolvimento de regulamentação e de medidas sanitárias e fitossanitárias apropriadas e alinhadas com o que é prática internacional”, reforçou.

Acrescentou que a conformidade e qualidade dos produtos, sobretudo alimentares, pode de forma transversal impactar na vida das populações e, consequentemente, na vida das empresas, dos mercados e das economias.

Citou a declaração conjunta da FAO, OMS, OMC que alerta que “quase 600 milhões de pessoas ficam doentes e 420 mil morrem prematuramente por ano por causa de doenças transmitidas por alimentos, sendo que 30% das vítimas são crianças menores de cinco anos de idade, gerando um impacto significativo na saúde pública, segurança alimentar, produtividade e pobreza dos países”.

O workshop sobre “A Garantia da Conformidade, Segurança e Qualidade dos Alimentos”, promovido pelo Instituto Angolano de Acreditação (IAAC), integra- se nas comemorações do Dia Mundial da Acreditação celebrado anualmente a 9 de Junho.

A acreditação é definida como um processo pelo qual um organismo autorizado reconhece formalmente que uma pessoa colectiva ou singular é competente para efectuar tarefas específicas, e produzir resultados dentro de limites aceitáveis, consistentes e sustentáveis. O Instituto Angolano de Acreditação está vocacionado para atender questões ligadas à acreditação.

A actividade de acreditação consiste na avaliação e no reconhecimento da competência técnica de entidades para efectuar actividades específicas de avaliação da conformidade como, por exemplo, ensaios, calibrações, certificações e inspecções.

A acreditação é uma ferramenta chave para o desenvolvimento do sector industrial. Os seus benefícios abrangem consumidores, empresas e o Estado.

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