BCI com resultado positivo de Kz 4.185 mil milhões no 1º semestre do ano

O Banco de Comércio e Indústria (BCI) obteve resultados líquidos positivos de 4.185 mil milhões de Kwanzas no primeiro semestre deste ano, face ao resultado negativo do período homólogo de Kz 1.867 mil milhões

Apesar do contexto pandémico neste período, a margem financeira do banco cresceu de forma acentuada em 52%, sendo que o produto bancário registou, igualmente, um crescimento de 30% face ao período homólogo, assim como o cost-to-income regista uma melhoria substancial.

Segundo dados disponibilizados à imprensa pelo banco, no período em análise houve um aumento da carteira de depósito de 76%, influenciado pela captação de recursos de clientes fruto da nova dinâmica comercial.

“O BCI registou um aumento total do activo em 120% no primeiro semestre de 2020”, lê-se no documento.

Conforme a instituição bancária, os resultados positivos do semestre tiveram forte impulso pela reversão de imparidades de 8.049 mil milhões de Kwanzas, dos quais 6.623 mil milhões de Kwanzas afecta à carteira de crédito em resultado da estratégia de recuperação e a diminuição do crédito vencido.

Estes resultados, avança, devem- se à nova dinâmica comercial, ao aumento dos outros activos devido à reavaliação dos Imóveis e as novas políticas de recuperação de crédito.

Quanto aos Capitais Próprios, adianta que teve uma evolução bastante positiva, pois conseguiu apurar Capitais Positivos, revertendo a situação negativa anterior.

De acordo com o banco, concorreram para esta meta, o aumento de Capital no valor de 30 mil milhões de Kwanzas dos 57 mil milhões de Kwanzas que serão aportados até final de 2020, o reconhecimento do justo valor dos imóveis em reservas de reavaliação em cerca de 14.851 mil milhões de Kz, bem como o resultado do exercício positivo de 4.185 mil milhões de Kz.

Com os efeitos nos capitais próprios acima mencionados, os fundos próprios regulamentares e o rácio de solvabilidade regulamentar evoluíram positivamente.

No do âmbito controlo Interno, registou-se o reforço do ambiente do Controlo Interno com a formalização e revisão de políticas e procedimentos da conduta dos colaboradores, conflito de interesses, transações com partes relacionadas, gestão do risco de compliance e prevenção do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e processos de crédito, bem como a aprovação do perfil de risco e a implementação do modelo de monitorização.

Em relação às acções com reflexo no capital humano, destaca-se o reforço do alinhamento estratégico, cultura e clima organizacional com a divulgação da nova Missão, Visão e Valores Corporativos, bem como a criação da Comissão dos Colaboradores do BCI.

Para o reforço dos instrumentos e políticas de gestão do capital humano foi reformulada a política de avaliação de desempenho com revisão dos critérios de avaliação do corpo directivo.

Relativamente à estratégia de fomento à formação, no semestre foram realizadas 34 acções de formação, sendo 16 presenciais no I trimestre e 19 online no II trimestre, com um total de 365 horas e 1297 participações.

Negócio em alta no primeiro semestre

O banco procedeu à intermediação de compra e venda de títulos públicos a favor dos clientes, através dos leilões promovidos pela BODIVA, no montante total de 10,0 mil milhões de Kwanzas.

No período em análise foram criadas as direcções de Particulares e Empresas, Direcção Premium e Direcção Corporate e Institucionais.

Indica ainda que o marketing operacional e estratégico da instituição foi fundamental no apoio ao negócio, informação de gestão, dinamização comercial e gestão de produtos e serviços.

No mesmo semestre realizou-se o lançamento da nova Plataforma de Internet Banking e a criação da Direcção de Segurança Cibernética.

Relativamente à Privatização, foi autorizado por Despacho Presidencial nº66/20, de 5 de Maio, o Leilão em Bolsa por prévia qualificação, onde a empresa realiza a oferta das acções por via de um leilão no sistema electrónico disponibilizado pela BODIVA, após a desmaterialização das suas acções na Central de Valores Mobiliários (CEVAMA), admissão do prospecto na Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e admissão das acções ao Mercado de Registo sobre Valores Mobiliários (MROV).

Adianta que, actualmente, está na fase final a desmaterialização das acções, bem como o processo para contratação do intermediário financeiro.

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