Cabinda descarta cerca sanitária na centralidade do Lobito

O director do Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, reiterou, ontem, que não há nenhum caso de Covid-19 em Benguela e desmente informações postas a circular segundo as quais a centralidade do Lobito estaria sob cerca sanitária por suspeita de Covid-19

O médico, falando em conferência de imprensa, na sede da delegação da Saúde, disse não haver razões justificativas para a manter a centralidade sob cerca sanitária.

Segundo esclarece, a decisão para sujeitá-la obedece a vários critérios de natureza epidemiológica. “Dos cidadãos a que se refere na centralidade do Lobito, foram testados e o resultado foi IGM reactivo. Estamos a dizer que em algum momento teve contacto com o vírus e o organismo criou imunidade”, frisou.

De acordo com o também coordenador técnico da Comissão Provincial de Combate à Pandemia da Covid-19, Benguela, até a presente data, realizou 350 testes rápidos, 16 dos quais foram reactivos.

Manuel Cabinda tranquiliza, sustentando que o quadro epidemiológico da província é estável, embora registe quatro casos suspeitos de Covid-19, que aguardam os resultados definitivos. “Há cerca de três semanas, nós começamos um trabalho no sentido de fazermos testagem rápida”, disse.

Fundamentalmente, sujeitarem-se a testes rápidos as pessoas provenientes de Luanda, com destaque para as que teriam violado a cerca sanitária imposta à capital. “Colhemos as amostras, através de azagaratoa e todos os resultados são negativos. Nesta semana, continuamos com o mesmo trabalho, através das denúncias que temos estado a receber”, frisou.

Acrescentou de seguida que “as amostras serão submetidas a Luanda amanhã e o que nós temos estado a fazer é cumprir as medidas de saúde pública”.

Havendo registo de um caso positivo de Covid-19, o responsável assegura a criação de condições a nível dos municípios. Neste momento, estão asseguradas condições de curta duração.

“Criaram-se áreas de quarentena. Posteriormente, temos a equipa de resposta provincial. Esta é informada e vai buscar o cidadão”, explica.

Constantino Eduardo, em Benguela

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