Ministro exalta figura do general Kundy Paihama

Angola perde um patriota convicto, um insigne angolano, consequente e brilhante comandante”, considera o ministro das Telecomunicações,Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, a propósito da morte do general Kundy Paihama, ocorrida na madrugada de Sexta-feira, 24 de Julho de 2020, em Luanda, por doença

Em mensagem de condolências enviada a OPAÍS, o governante evoca que Kundy Paihama foi um exemplo de devoção à causa do povo angolano, cujas memórias de bravura e firmeza da sua determinação e espírito conciliador ficarão registadas na História de Angola.

“Em nome do colectivo de funcionários e quadros deste Departamento Ministerial, inclinamo-nos perante a sua memória, o seu exemplo e ensinamentos”, escreve Manuel Homem.

Manuel Homem finaliza a sua mensagem endereçando à família enlutada, ao Ministério da Defesa, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e às Forças Armadas Angolanas os mais profundos sentimentos de pesar.

Ainda sobre a morte de Kundy Paihama, a FNLA, em mensagem enviada a OPAÍS, e assinada pelo seu presidente, Lucas Ngonda, considera o general e antigo ministro da Defesa Nacional um “nacionalista incansável e destemido que emprestou toda a sua juventude na luta pela Independência nacional”.

Destacou que enquanto governador da Província de Luanda, foi quem recebeu o líder fundador deste partido, Holden Roberto, quando regressou a Luanda, em 1991, do exílio em Paris (França).

Na sua mensagem, este partido afirma que Kundy Paihama era um homem altruísta comprometido com a paz e com a liberdade do povo angolano, cujos feitos tiveram grandes repercussões no processo de descolonização de Angola.

Figura de referência

Por seu turno, o médico e político Carlos Alberto Masseca, antigo secretário de Estado da Saúde, exaltou as qualidades do nacionalista Kundy Paihama, de quem confessa ter aprendido muito enquanto cidadão.

De acordo com o profissional da saúde, Kundy Paihama é uma figura incontornável do processo político angolano.

“O camarada Kundy Paihama deixa um enorme vazio. Uma singela homenagem ao meu General e combatente da liberdade. Cruzei, pela primeira vez, com o nosso herói no aeroporto do Luena, enquanto pioneiro da OPA, que aguardava o ilustre visitante e voltei a cruzar com o Comandante no Governo”, disse.

Recordou que o país acaba de perder uma figura de enorme referência e fonte de inspiração para as novas gerações.

O médico recorda, ainda, que foi de Kundy Paihama que recebeu as primeiras orientações sobre como devia ser a sua postura, enquanto jovem engajado nos programas de desenvolvimento do país.

“Kundy Paihama deixa-nos muitas lições de patriotismo, amizade e de humanismo. Foi um grande camarada e de quem serei eternamente grato.

Hino dedicado a Paihama

Devido à sua bravura militar, as “onças” dedicaram- lhe um hino, que a seguir se lê. “Kundi Paihama, toma o teu chapeu de três bicos, trouxemos do Lucusse, nas chanas do Moxico /Conquistamos a paz e alegria duradoura, daí a nossa ausência por muito tempo. / Joana Tomás, Maria Kafute, Nkole António, prossigam com o vosso excelente trabalho.

Nosso pai Didalelwa, agradecemos pela inauguração do comité em dia dos festejos da província do Cunene. João de Miranda, agradecemos pelo comité inaugurado no Bengo-Caxito.

Irmãos angolanos, na Namíbia e em toda a Africa, recebam as nossas saudações”

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