Utilização do “dinheiro de plástico” continua a crescer no país

A utilização dos meios electrónicos de pagamento, o também chamado dinheiro de plástico, no mercado nacional em 2019 continuou a demonstrar a tendência de crescimento verificada nos últimos anos. A constatação vem no “Banca em Análise” um brochura de autoria da firma Deloitte Angola e que vem a público este mês depois de não ter sido publicada o ano passado

Em guisa de editorial da edição, o presidente da Deloitte Angola começa por clarificar que, em 2019, a consultora optou por adiar a publicação do “Banca em Análise” por entender que a relevância do exercício de Avaliação da Qualidade dos Activos (AQA) promovido pelo Banco Nacional de Angola (BNA), cujos resultados foram divulgados apenas em Dezembro, poderia alterar, de forma significativa, “a informação que fosse apresentada nesse estudo, o que, inevitavelmente, lhe retiraria uma parte significativa do seu propósito fundamental: ser um contributo sólido para uma reflexão informada dos agentes económicos nacionais”.

Analisando o sector dos meios electrónicos de pagamento, a Deloitte refere que o número de cartões multicaixa válidos (ou activados) apresentaram um aumento de 5,4 milhões em 2018 para 5,7 milhões em 2019, enquanto que, o total de cartões multicaixa registaram um aumento de 6,4 milhões em 2018 para 7,1 milhões em 2019, de acordo com os dados divulgados pela empresa interbancária de serviços, S.A. (EMIS).

A tendência, demonstra um aumento do gap entre os cartões multicaixa válidos e o total de cartões multicaixa e deixa claro que há cada vez maior utilização desta modalidade na economia angolana.

Relativamente à Rede de Terminais, o número de Caixas Automáticas (ATM) e Terminais de Pagamento Automático (TPA) registaram um aumento de 0,7% e de 19%, respectivamente.

O número de ATM aumentou de forma residual de 3 098 em 2018 para 3 120 e o número de TPA fixou-se em 115 206 terminais em 2019 face a 96 754 em 2018.
No que concerne ao número de transacções, em 2019 verificou-se um crescimento global de aproximadamente 28% face a 2018, para o qual contribuiu o crescimento de 20% nas transacções realizadas em ATM e de 25% em TPA.

Uma fonte familiarizada com actividade vaticina um aumento exponencial por altura de igual balanço, dadas circunstâncias actuais de pandemia que impulsionou de que maneira as transacções nestas modalidades.

Apesar da informação relativa a Balcões e Colaboradores para o ano de 2019 não ter estado disponível por parte da ABANC, por altura da análise do exercício que vimos citando, segundo refere a Deloitte no seu estudo, mesmo assim tomou-se como referência os dados do ano de 2018.

Para o ano de 2018, o número de colaboradores registou uma diminuição de 0,2% (de 22 313 colaboradores em 2017 para 22 253 colaboradores em 2018). O número de balcões registou igualmente uma diminuição de aproximadamente 4% (de 2 102 balcões em 2017 para 2.206 em 2018).

As províncias de Luanda (54%), Benguela (7%), Huambo (6%) e Huila (5%) continuam a concentrar a maioria dos balcões existentes a nível nacional, com 73%, num cenário bastante semelhante ao verificado no ano de 2017.

“Relativamente ao ano de 2019, tendo em consideração a informação disponível, verifica-se a continuação da diminuição do número de colaboradores que tem vindo a ser levada a cabo por parte do BPC, com um decréscimo de 282 colaboradores e, por outro lado, o aumento do número de colaboradores do BFA, em 50”.

Com este estudo a Deloitte reforça o forte compromisso com o país e com o seu sistema financeiro, alicerçado numa presença local com mais de 20 anos.

“Pretendemos reforçar o nosso contributo nesta fase desafiante, sendo um parceiro de referência e apresentando respostas efectivas que permitam solucionar os desafios de curto prazo na prossecução de um desenvolvimento sustentado de Angola, das suas organizações e da sua população a médio prazo”, refere a filial da Deloitte em território angolano.

Deloitte é a marca sob a qual dezenas de milhares de profissionais, trabalhando em firmas independentes espalhadas por todo o mundo, colaboram na prestação de serviços de auditoria, consultoria fiscal, financial advisory, risk advisory, consultoria fiscal e serviços relacionados a clientes nos mais diversos sectores de actividade.

Estas entidades são firmas membro da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”), uma sociedade privada de responsabilidade limitada do Reino Unido.

Cada firma membro da DTTL presta serviços numa determinada área geográfica e está sujeita às leis e regulamentos profissionais do país ou dos países em que opera.

error: Content is protected !!