Taxistas podem recuperar 66% das receitas com  mais duas horas de trabalho

As medidas de restrições nos transportes públicos provocaram uma queda de 50% nas receitas dos taxistas. Com o alargamento de duas horas, a classe vai aumentar 16 por cento do valor

O presidente da Associação Nova Aliança de Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Paciente, referiu que a extensão do período de circulação das 5 às 20 horas, ou seja, mais duais horas representa um ganho para à classe. 

 “Tivemos um encontro com a Comissão multissectorial da Covid-19, no dia 20, do mês em curso, que teve como pano de fundo o aumento do período de circulação dos transportes públicos para diminuir o fluxo de passageiros nas paragens que, fruto desde encontro foi alargado o período de circulação por mais duas horas”, disse.

Segundo ele, o valor arrecadado   reduziu de 41 a 25 mil, em função da redução do horário e a capacidade transportada. A alteração   ainda não justifica o rendimento 100 por cento, no entanto já é um passo positivo e vai reduzir a dificuldade dos passageiros. E recuperar 16 % do rendimento de serviço de táxis que tem como período de maior circulação das 6 às 10 e 16 às 20 horas.

Antes do estado de emergência os táxis circulavam das 4 às 22 horas. Após decretado o estado de calamidade pública no dia 25 de Maio de 2020, os táxis começaram a circular das 5 às 18 horas e desde ontem alargou-se o período para mais duas horas (das 5 às 20 horas) enquanto durar o período de vigência da cerca sanitária. O Executivo autorizou a alteração do artigo 17º, número 1 do Decreto Presidencial 184/20 de 8 de Julho de 2020.

Na sua opinião, se o principal objectivo é manter o distanciamento físico entre passageiros, logo é preciso que haja transportes suficiente para atender a demanda e alargamento de horários para ajudar a população e reduzir o risco de contágio epidémico.

Taxistas com perdas de 66%

Francisco Paciente sublinhou que a redução de 50 % no interior  das viaturas e  o horário, os taxistas contavam com uma redução  de receitas pela metade, agora com mais duais horas  passará     a 66 %, por essa razão foi feito um acordo com os proprietários dos veículos em relação o valor apresentado no final da actividade, ressaltando que por causa dos gastos operacionais (lavagem da viatura, combustível, compra de material para a higienização dos automóveis) e o período do almoço os taxistas não conseguiam completar o valor exigido. 

“O valor exigido variava entre 18 a 24 mil kwanzas, com as restrições não era possível atingir a meta. Sendo assim solicitamos aos proprietários que a conta fosse também reduzida durante a pandemia que passaria a 12 mil kwanzas”, explicou. 

Os números de rendimento antes da Covid-19 

Diariamente cada táxi (vulgo quadradinho) apresentava ao proprietário da viatura perto de  kz 41 mil, deste valor kz 20 mil era para o bolso do patrão, kz 9 mil  compra do combustível, kz 2.500 mil para a refeição do almoço, kz 1.500mil  é gasto na lavagem  da viatura, kz 2.500 é para o motorista, kz 4 mil é entregue ao cobrador e kz 500 serve para o pagamento do parque. 

O motorista tem um dia da semana para trabalhar para si mesmo sem a preocupação de apresentar contas. 

Enquanto que, neste período de estado de calamidade pública com a lotação até 50%, alguns motoristas conseguem arrecadar   kz 25 mil, este valor é distribuído da seguinte maneira, kz  10 a 12 mil é para a conta do patrão, kz 8 mil para abastecer o carro,  kz2mil cobrador , kz 500 o parqueamento, kz 1.500 mil para  limpeza do automóvel, kz mil é para o motorista. Com o aumento de mais duas horas de circulação o valor poderá atingir a kz 30 mil.  

 O responsável apelou aos colegas de profissão a manterem responsabilidade de manter o distanciamento entre passageiros e as medidas de higiene exigidas Organização Mundial da Saúde (OMS) para travar a pandemia da Covid-19 que totaliza no país 932 infectados, entre eles 40 mortos e 242 recuperados.  

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