Editorial: A burla dos tectos

Jornal OPaís edição 1913 de 29/07/2020

Estão e tribunal, é claro. Em algum momento, em algum aspecto a coisa teria de correr mal. E correu.

Os homens que resolveram vender apartamentos que não lhes pertenciam, trinta e seis só numa centralidade, foram denunciados por algo que estava fora do seu controlo. Apesar de documentos forjados, com carimbo e assinaturas, o sistema não permitiu que os “seus” novos proprietários estabelecessem contratos de água e luz para as casas pelas quais pagaram e que julgavam ser suas.

O pior é que neste escândalo está envolvido um oficial das Forças Armadas. Talvez por esta sua condição vá merecer castigo maior.

Agora há que fazer justiça: num lado pessoas que desembolsaram dinheiro julgando esta a fazer compra legítima, embora compras de casas não se façam em casa do funcionário da imobiliárias, mas sim nos seus escritórios, e, no outro lado, aqueles a quem foram atribuídas as casas para compra, que foram impedidos de delas usufruir e vá-se lá saber como vivem.

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