Executivo encaixa Kz 31 mil milhões com Propriv

Trinta e um mil milhões de Kwanzas (equivalente a USD 92 milhões) é o valor arrecadado pelo Estado angolano com a alienação de 14 activos, no quadro do Programa de Privatizações (Propriv) 2019/2022.

Neste período foram lançados e concluídos quatro concursos, que permitiram a criação de 150 postos de trabalho directo e 320 indirectos.

De acordo com dados avançados, esta semana, pela ministra das Finanças, Vera Daves, 23 empresas de referência nacional serão privatizadas ainda este ano, entre fábricas localizadas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, indústrias têxteis, empreendimentos agroindustriais, agro-pecuários e outras do sector financeiro.

Com o processo de privatização em curso, que envolve um conjunto de 195 empresas, o Estado quer ver uma maior rentabilidade das empresas, mais postos de trabalho criados, assim como a dinamização da economia.

Actualmente, está na fase final o concurso público da proposta de alienação das 13 unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, que conta com 67 propostas de aquisição apresentadas por interessados.

Dados preliminares avançados pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (Igape), Patrício Vilar, apontam para um encaixe de mais USD 40 milhões de com a privatização das 13 unidades indústrias na ZEE.

Entre os encaixes previstos, ainda não avaliados, sairão da privatização de empreendimentos agro-industriais, num total de 17, quatro agro-pecuários (fazendas), três unidades têxteis industriais e quatro unidades hoteleiras da rede Infotur (localizados nas províncias de Benguela, Cabinda, Huíla e Namibe).

O concurso público anunciado, recentemente, para a privatização da ENSA-Seguros de Angola do Banco de Comércio e Indústria (BCI), alienação de 25% de participação do Caixa Geral Angola (BCGA) e 10% retidos no BAI fazem igualmente parte das receitas a arrecadar no quadro do Propriv.

O Propriv tem como objectivo reduzir a intervenção do Estado na Economia e promover o fomento empresarial, bem como o reforço da capacidade empresarial nacional.

Este instrumento visa ainda promover a concorrência, competitividade, eficiência da economia nacional, contribuindo para o desenvolvimento do mercado de capitais em Angola.

error: Content is protected !!