Novas notas de Kwanza entram em circulação hoje e contam com um investimento USD 30 milhões

Novas notas de Kwanza entram em circulação hoje e contam com um investimento USD 30 milhões

As novas notas entram em circulação de modo progressivo com as cédulas de 200 Kwanzas (AKz). No mês de Setembro passam a circular as de 500 Kwanzas, Outubro as de mil Kwanzas e em Novembro as de dois mil Kwanzas.As novas notas de 5 mil Kwanzas foram feitas ainda com o material actual em algodão, também conhecido como papel e estará disponível em Janeiro de 2021.As novas notas conviverão com a existente, em série de 2012, até 31 de Dezembro de 2021. O BNA publicará e dará visibilidade ao calendário de retirada das notas mais antigas.

Nesta operação de emissão de novas notas, segundo José de Lima Massano, o BNA previa gastar USD 30 milhões, igual valor utilizado para o saneamento (substituição) das notas em circulação no país. A introdução da nova família de notas será progressiva, particularmente das que têm maior valor facial e serão apenas emitidas e colocadas em circulação, quando as condições do desenvolvimento económico assim o aconselharem, esclareceu na altura.

De modo a manter as suas características de segurança por período mais longo período de tempo, as moedas metálicas actuais permanecerão em circulação sem qualquer alteração. As notas de 200, 500, 1000 e 2000 foram produzidas em polímero, que se assemelha ao plástico.

José de Lima Massano sublinhou que, no país, a durabilidade das cédulas é muito relevante, porque a intensidade da utilização e manuseamento das notas, faz com que a sua vida útil seja reduzida, elevando os custos de saneamento do meio circulante.

Por outro lado, o facto de nem todas as zonas do país terem delegações do BNA ou balcões de bancos comerciais, dificulta o controlo de qualidade e substituição atempada de notas em mau estado de conservação.

As novas notas terão substratos de polímero (plástico) que as tornarão mais resistentes e terão maior durabilidade do que as de papel, em circulação. Com as actuais notas de papel, o Estado gasta USD 30 milhões, para manutenção do Kwanza em circulação, de dois em dois anos. A nova série do Kwanza terá o mesmo custo, mas a sua manutenção será feita a cada quatro anos.

“A introdução de novas notas na economia não é um processo novo, pelo que não devemos ter receios”, apelou.

O responsável lembrou que em 2013, quando entraram as notas que actualmente circulam, não se assistiu a qualquer impacto negativo sobre a formação de preços, nem tivemos incidentes com rejeição ou perda de valor das notas que já se encontravam em circulação. “Com estas novas notas de Kwanza o percurso não será diferente e sempre que surgirem dúvidas, as mesmas devem ser apresentadas ao Banco Nacional de Angola, a qualquer um dos bancos comerciais ou às autoridades locais”, recomendou.