Novas notas de Kwanza entram em circulação hoje e contam com um investimento USD 30 milhões

A nova família do Kwanza “série 2020” entra em circulação hoje, dia 30 Julho, e a sua manutenção será feita a cada quatro anos. Numa primeira fase, entram em circulação as notas de 200 Kwanzas

As novas notas entram em circulação de modo progressivo com as cédulas de 200 Kwanzas (AKz). No mês de Setembro passam a circular as de 500 Kwanzas, Outubro as de mil Kwanzas e em Novembro as de dois mil Kwanzas.As novas notas de 5 mil Kwanzas foram feitas ainda com o material actual em algodão, também conhecido como papel e estará disponível em Janeiro de 2021.As novas notas conviverão com a existente, em série de 2012, até 31 de Dezembro de 2021. O BNA publicará e dará visibilidade ao calendário de retirada das notas mais antigas.

Nesta operação de emissão de novas notas, segundo José de Lima Massano, o BNA previa gastar USD 30 milhões, igual valor utilizado para o saneamento (substituição) das notas em circulação no país. A introdução da nova família de notas será progressiva, particularmente das que têm maior valor facial e serão apenas emitidas e colocadas em circulação, quando as condições do desenvolvimento económico assim o aconselharem, esclareceu na altura.

De modo a manter as suas características de segurança por período mais longo período de tempo, as moedas metálicas actuais permanecerão em circulação sem qualquer alteração. As notas de 200, 500, 1000 e 2000 foram produzidas em polímero, que se assemelha ao plástico.

José de Lima Massano sublinhou que, no país, a durabilidade das cédulas é muito relevante, porque a intensidade da utilização e manuseamento das notas, faz com que a sua vida útil seja reduzida, elevando os custos de saneamento do meio circulante.

Por outro lado, o facto de nem todas as zonas do país terem delegações do BNA ou balcões de bancos comerciais, dificulta o controlo de qualidade e substituição atempada de notas em mau estado de conservação.

As novas notas terão substratos de polímero (plástico) que as tornarão mais resistentes e terão maior durabilidade do que as de papel, em circulação. Com as actuais notas de papel, o Estado gasta USD 30 milhões, para manutenção do Kwanza em circulação, de dois em dois anos. A nova série do Kwanza terá o mesmo custo, mas a sua manutenção será feita a cada quatro anos.

“A introdução de novas notas na economia não é um processo novo, pelo que não devemos ter receios”, apelou.

O responsável lembrou que em 2013, quando entraram as notas que actualmente circulam, não se assistiu a qualquer impacto negativo sobre a formação de preços, nem tivemos incidentes com rejeição ou perda de valor das notas que já se encontravam em circulação. “Com estas novas notas de Kwanza o percurso não será diferente e sempre que surgirem dúvidas, as mesmas devem ser apresentadas ao Banco Nacional de Angola, a qualquer um dos bancos comerciais ou às autoridades locais”, recomendou.

O Pais

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