Presidente da CNE no Cuanza-Sul nega ter SIDA e pede suspensão do mandato

O presidente da Comissão Provincial Eleitoral do Cuanza-Sul, Morais António, solicitou ao Conselho Superior da Magistratura Judicial a suspensão temporária ou definitiva do cargo e de membro desta instituição, por terem sido vazadas nas redes sociais imagens suas em momentos de intimidade com diversas mulheres. 

Num dos vídeos, o jurista aparece a conversar num quarto com uma mulher completamente nua que o alerta sobre o perigo que a imagem representa, na eventualidade de ir parar à Internet, ao que ele respondeu que descartava essa possibilidade por ser prejudicial para ambos. 

No entanto, foi justamente isso que aconteceu. Morais António justifica a sua decisão invocando existirem interferências propositadas, tendências e aproveitamentos que os habituais detractores da CNE têm vindo a fazer em torno dessa questão de imagens pessoais que caíram nas redes sociais. 

Por outro lado, diz não ser seropositivo e que 70% das imagens que circulam foram adulteradas e urge a necessidade de se separar a personalidade pessoal da do órgão CNE, para a reserva moral pública. 

No documento a que OPAÍS teve acesso, esclarece que em Maio de 2019 a sua residência foi assaltada e dela roubaram o computador portátil pessoal, de marca HP, e um telefone novo. Pelo que apresentou de imediato uma queixa ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Sumbe, de que resultou na instauração do processo de averiguação com o número 896/018/PRGSIC Provincial, que corre os seus trâmites legais. 

Entretanto, em Março do presente ano recebeu vários telefonemas dos assaltantes, pedindo para que resgatasse o seu computador por três mil dólares “e que se não o fizesse publicariam a bomba que têm; não foi atendida tal chantagem”. 

Desapontados, em Junho do corrente ano os seus alegados algozes imprimiram algumas fotografias e as depositaram nos quintais de algumas instituições públicas, incluindo a Comissão Provincial Eleitoral (CPE), seguido de outro aviso para que depositasse em conta a indicar o montante que pretendiam. “Todos os passos foram sendo denunciados ao SIC”. 

De acordo com Morais António, os malfeitores assinam nas redes sociais Facebook como Elias Salepeto Pena Júnior, usando quatro terminais telefónicos com os quais criaram vários grupos na plataforma desta rede social e no Whatsapp e disseminaram tais imagens. “Poucas delas reais e na sua maioria foto montadas pelos aplicativos disponíveis das redes sociais”, lê-se na nota. 

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