Carta do leitor: Os fatos do ministro…

Por: Ngambi da Liberdade
Luanda

Director do jornal OPAÍS, muito obrigado pela oportunidade que me dá nesta edição, aliás, reconheço o vosso trabalho nesta época da COVID- 19, pandemia que continua a assolar o mundo.

Tenho o orgulho de ser angolano, por isso não tenho vontade de alienar a minha nacionalidade a uma outra do Velho Continente, vivo nele há mais de duas décadas.

Mas, fico triste quando vejo na Televisão Pública de Angola (TPA), nossa há muitos anos, o governador do Banco Nacional, José Massano, a dizer que o cidadão comum não tem acesso às divisas por medo ou receio dos fatos.

Isso é sério? Falou de sã consciência? Ou estava emocionado com as perguntas da entrevistadora? Isto soa a desrespeito aos cidadãos que fazem a vida dos bancos comerciais.

Com todo o respeito, Senhor governador, se fosse na igreja, Católica Romana, teria que assumir que pecou com actos, palavras e omissões.

Isto prova que os detentores de cargos públicos não amam o povo e muitas vezes não sabem comunicar quando estão a falar para um vasto auditório.

A reacção do governador Massano leva-me a lembrar um ministro que numa tomada de posse no Governo Provincial de Luanda (GPL) disse “quem não quer trabalhar pode ir embora”, mais ou menos isso, será que este servidor público estava dentro das suas faculdades mentais.

Senhor governador do BNA, por favor, aposte mais na comunicação institucional e considere sempre a opinião dos técnicos do Gabinete de Comunicação e Imagem, portanto, a estratégia passa por eles.

Para finalizar, Senhor Massano, com todo o respeito, sei que estudou no estrangeiro, mas, também sei que lá há pessoas que usam ou vestem fatos, mas não são os que resolvem os problemas, porque, até os fazedores de opinião, muitas vezes, não usam fato e gravata como se vê nos corredores do BNA, porém, na hora de emitir opinião muitos fogem.

Portanto, pouca jactância e mais trabalho, porque Angola é uma pátria que merece ser respeitada todos os dias, espero que tenha lido a minha preocupação. Se ironizou ou não, já não sei.

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