PNUD entra no combate ao comércio ilegal e conflito homem-animal

Um acordo assinado, ontem, entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente irá permitir que se intensifique o combate ao comércio ilegal de animais e ao conflito homem - animal em Angola

Com a parte angolana representada pela ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa, e o PNUD representado por Edo Stork, representante residente deste órgão, a assinatura do acordo decorreu no workshop do Comité de Pilotagem no Âmbito do Projecto de Expansão e Fortalecimento do sistema das áreas protegidas em Angola, em Luanda.

O acordo, que contempla um financiamento de 4,1 milhões de dólares para serem implementados pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente no apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, tem como principal objectivo reduzir o comércio ilegal de produtos da fauna e flora activas e mitigação do conflito homem-animal.

Este tipo de conflito se regista com alguma constância ao redor das áreas de conservação. A sua implementação terá impacto a nível nacional, mas inicialmente será implementado em duas áreas: no Parque Nacional de Mayombe, em Cabinda; e na Reserva Natural do Luando, na província de Malanje.

Numa entrevista concedida ao jornal OPAÍS, o director do Parque Nacional de Maiombe, José Bizi, disse que se deve investir na mitigação do conflito entre o homem e o animal. Neste contexto, no quadro das actividades de empreendedorismo que têm sido feitas pelo Ministério da Agricultura e Florestas, na atribuição de gado e de aves para as comunidades, estão a ser capacitados, com seminários, muitos cidadãos, em Cabinda.

“Somos a salientar que o conflito homem–animal, em Cabinda, tem sido uma tónica durante os 12 meses do ano. Ele varia por espécies. Temos o mais assentado conflito Homem–Elefante e o regular com outras espécies, tais como gorilas, chimpanzés, pacaças e outros ruminantes de pequeno porte”, disse José Bizi.

Felizmente, destes conflitos, ainda não tiveram danos humanos, apenas danos nas culturas das populações, no município de Cacongo, todas aldeias da comuna do Dinge, Buco Zau e do Inhuca; metade da comuna do Necuto e na sede do municipio, Belize, comuna do Luali e metade da comuna do Miconje.

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