Tiroteios entre polícia e meliantes em Benguela resultam em ferimentos

Dois meliantes foram alvejados nos membros inferiores na sequência de uma troca de tiros com efectivos da 4ª Esquadra da Polícia Nacional ocorrida na Quarta-feira, no bairro da Fronteira, zona C do município de Benguela. Os cidadãos estão a ser assistidos no Hospital Geral de Benguela

Tudo começou quando a Polícia Nacional recebeu, por via do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), uma denúncia de que haveria uma tentativa de assalto numa fazenda na localidade do Uasseke. De imediato, as forças se fizeram ao local para aferir o que se estaria a passar.

No entanto, ao chegarem ao local se depararam com um grupo de supostos marginais, a bordo de uma viatura de marca Reno, que ao vê-los se meteram em fuga.

Acto contínuo, conta o comandante municipal da Polícia Nacional em Benguela, Filipe Cachota, começaram a disparar.

De acordo com o inspector-chefe, em virtude do cenário vigente, os polícias viram-se obrigados a responder aos disparos, mas salvaguardando a vida dos seus algozes. Nessa troca de tiros, um deles foi atingido com dois tiros na perna direita e o outro com um na perna esquerda.

“Os outros três cidadãos puseram- se em fuga e foi assim que os dois cidadãos e mais uma senhora foram detidos. Aqui, é preciso realçar que foi exactamente a pensar no princípio da razoabilidade e no bem “vida” que não tivemos consequências maiores”, disse, lamentando, contudo, o facto de os cidadãos terem sido alvejados.

Este grupo de supostos marginais é constituído por quatro homens e duas mulheres. Os seis jovens estão supostamente implicados em assaltos à mão armada que ocorreram, nos últimos dias, nos bairros da Caponte City, Navegante, 71, Ndokota, 28 e na rua da Mamã do Funje, todos no município de Benguela. Num dos quais a vítima foi um cidadão de nacionalidade chinesa.

Segundo o inpector-chefe Cachota, os assaltos que o grupo vinha realizando concorreram para se instalar, no município sob sua jurisdição, um sentimento de insegurança pública. No entanto, garante que o seu comando vai continuar a desenvolver acções tendentes à garantia da segurança pública.

O comando municipal garante estar em posse de um conjunto de informações que vão determinar a localização dos três integrantes do grupo que se encontram em fuga.

“Nesse controlo cerrado contra a criminalidade, contamos com a população e com os órgãos de comunicação social”, realçou.

Dados indicam que o Comando Municipal em Benguela tem um rácio de 1 polícia para 1.800 cidadãos, quando o recomendado, a nível internacional, é de 1 para 200. Actualmente, o município sede da província conta com 1.100 efectivos e apresenta uma carência na ordem de 1.150.

Segundo apurou OPAÍS, é por este motivo que, em determinadas circunstâncias, as autoridades policiais justificam que se vêem incapazes para dar resposta pontual a várias situações de criminalidade.

Mas, apesar dessa condicionante, o comandante municipal da Polícia Nacional em Benguela, Filipe Cachota, garante que jamais se vai permitir que um grupo de pessoas condicione o ambiente de segurança pública.

Constantino Eduardo, em Benguela

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