Indústrias têxteis registam diminuição na produção de máscaras

Nos últimos três meses, as indústrias têxteis viram-se forçadas a reduzir a produção de máscaras, tendo em conta o volume de oferta no mercado. Passou de 10 milhões a um milhão de peças por mês

O presidente da Associação das Indústrias Têxteis e Confecções de Angola (AITCA),Luís Contreiras, comentou que no início da pandemia de Covid-19, eram produzidas 10 milhões de máscaras em 30 dias , mas este número reduziu para um milhão, o que levou a paralisação na produção da peça que se tornou um item indispensável no dia-a-dia para evitar a propagação do Coronavírus.

“Deixamos de fabricar máscaras, porque as empresas deixaram de comparar produto de qualidade nas unidades fabris e decidiram adquirir em outros locais, logo, constatou-se uma queda considerável na produção. Por outro lado, há as máscaras institucionais e artesanais e a população não opta pela qualidade, mas sim o preço do produto “, explicou.

Para ele, quanto maior for a qualidade do produto menos probabilidade ocorre de testar positivo a Covi-19.

Na sua opinião, tal como acontece noutros países, o governo deveria fazer aquisição de máscaras para distribuir às pessoas mais carenciadas.

Luís Contreiras referiu que o sector têxtil produz máscaras industriais com a certificação do Instituto Nacional de Investigação de Saúde (INIS). O referido produto é comercializado em centros comercias de referência ao preço de 700 Kwanzas.

Pelo menos 50 fábricas do sector têxtil estão unidas na produção de máscaras, no sentido de reduzir a escassez dos produtos descartáveis e evitar a propagação da pandemia da Covid-19 no país.

“Face à pandemia da Covid-19, que assola o mundo, houve uma desaceleração drástica nacional, fazendo com que o ambiente de negócios se deteriorasse, muitas empresas estão a desempregar os funcionários por falta de produção e arrecadação de receitas para pagarem os salários no final de cada mês”, explicou

Certificação

Actualmente, a associação conta com a aprovação técnica dos produtos, pelo facto de serem máscaras laváveis feitas com tecido e pode ser usada durante três horas e depois lavar e reutilizar.

Com relação ao fornecimento das máscaras aos laboratórios, Luís Contreiras disse que os técnicos de saúde não podem usar máscaras nem batas feitas de tecido de cor, mas sim um material descartável de nível três. Contudo, todas as pessoas que não estão directamente ligadas às pessoas infectadas podem fazer uso de materiais laváveis.

Neste momento, as indústrias estão a trabalhar com stock. No entanto, será preciso elaborar um conjunto de medidas que permitam apostar na qualidade do produto e que as empresas continuem a importar tecido, porque não se sabe quando irá terminar o estado de calamidade. Nas últimas 24 horas, o país registou 16 novos casos da doença, dois óbitos, 23 recuperados, 54 mortes, 650 activos, 460 recuperados, totalizando 1.164 casos.

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