PRS defende apoio ao empresariado para evitar assimetrias regionais

O Partido de Renovação Social(PRS) apelou ao Governo a redobrar os apoios ao empresariado nacional para ajudá-lo na diversão da economia

O apelo foi lançado pelo secretário provincial do PRS no Huambo, Soliya Selende, no final da visita efectuada ao projecto habitacional Aldeia Camela Amões, no município do Cachiungo.

A visita ao projecto habitacional de iniciativa privada, serviu para constatar o empreendimento que está a ser erguido nesta localidade, que, segundo o responsável, está a modernizar o “modus vivendis” das populações nesta aldeia, bem como as circunvizinhas.

Soliya Selende disse a OPAÍS ser necessário que os empresários nacionais com estas iniciativas sejam apoiados pelo Governo, pelo facto de as suas acções contribuírem para a erradicação da fome e da pobreza no país.

Para o dirigente do PRS, a construção da Aldeia Camela Amões permitiu também a inserção de vários jovens no mercado de trabalho, não só do Huambo, mas também de outras províncias.

Recebido pelo director de Imprensa e Marketing deste grupo empresarial, o jornalista Sousa Jamba, depois de ter visitado demoradamente o local, mostrouse satisfeito com o que viu, e apela a outros empresários a seguirem a iniciativa de Segunda Amões, mentor do projecto.

Além da construção de casas, o empresário está a trabalhar no fomento agrícola, avícola e pecuário, cuja acção estender-se-á a outras localidades ou circunscrições da província.

Assimetrias regionais

Soliya Selende admitiu que se o país adoptar este modelo poderá evitar as assimetrias regionais, por o projecto contemplar vários serviços de proximidade ao cidadão.

Trata-se de escolas, centros médicos, água, energia, comércio e outros serviços assegurados por técnicos angolanos oriundos de várias partes do país.

Disse que se houver incentivo financeiro ao empresariado nacional, as assimetrias entre o campo e a cidade poderão reduzir significativamente e permitirá o retorno ao campo de vários cidadãos que deixaram as suas aldeias em busca de melhores oportunidades nas cidades.

Disse que a falta de incentivos no meio rural faz com que continue a haver um êxodo massivo do campo para a cidade e a agricultura, a base do desenvolvimento, está a ser esquecida por quem deveria incentivá-la.

“Se a agricultura continuar a ser o parente pobre no Orçamento Geral de Estado, a miséria continuará no seio da população no meio rural”, disse.

Por outro lado, lamentou a falta de escoamento dos produtos produzidos no campo, salientando que se fossem para os grandes centros urbanos poderiam incentivar os camponeses a continuar a cultivar.

Finalmente, a fonte defendeu a necessidade de uma agricultura mecanizada para redobrar a produção, sendo que a maior parte pratica ainda aquela rudimentar.

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