Carta do leitor: Contas no BFA

Por: Maria Alexandre Daskalos

Agradecia a direcção do Jornal o País publicasse este meu repúdio de como são tratados os clientes angolanos nos bancos nacionais. Temos uma conta conjunta o meu marido e eu no BFA. Essa conta é de há muitos anos e foi sempre gerida pela mesma gestora.

Esta foi promovida e substituída como nossa gestora por outra funcionária muito educada e prestável.

Por questões particulares escrevi ao BFA que nos mantivesse a antiga gestora. Passaram-se meses e soube hoje pelo telefone que não foi aceite o nosso pedido.

Estes são os bancos onde depositamos as nossas poupanças e somos tratados sem o mínimo de respeito. Quando se escreve a uma instituição desse tipo e nem sequer recebemos uma carta como seria obrigatório e, só por acaso, meses depois somos informados sobre quem gere os nossos kwanzas.

Busquei informação sobre outros bancos para mudar as poupanças. Até um banco estrangeiro teve não só imensas perdas na ordem de milhões de kz desde 2017, como na sua página oficial não coloca o nome do angolano que inaugurou a placa do dito Banco Estrangeiro em Luanda. De que nos vale ter contas a prazo e fazer poupanças?

Já basta termos os salários e a Reforma do meu marido no BPC que nunca tem sistema para nos fornecer os movimentos da conta.

Temos há dois anos o processo pendente de acedermos ao Internet Banking do BPC.

Perante isto é melhor guardar o dinheiro debaixo do colchão. Ou seja, os privilegiados que como nós que ainda têm colchão. Uma minoria em Angola.

 

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