Casas arrendadas ilegalmente na centralidade da Quilemba

A morosidade na entrega das casas na centralidade da Quilemba, na província da Huíla, está a propiciar o arrendamento ilegal das moradias

A denúncia foi feita à Rádio Mais/ Huíla e ao Jornal OPAÍS por um grupo de jovens que lutam pela aquisição de uma residência na maior urbanização do Sul do país. Apesar de não serem ainda abertas as candidaturas para as casas, existem indivíduos com mais de uma casa na centralidade da Quilemba, que estão a fazer arrendamento.

Segundo informou Luísa Mariza, a renda para cada residência na urbanidade da Quilemba, ronda os 35 e 40 mil Kwanzas e os arrendatários aceitam apenas o pagamento de seis meses ou um ano.

A falta de comunicação sobre todo o processo de inscrição, quer da parte do Governo Provincial, quer da IMOGESTIN, segundo dizem os nossos interlocutores, tem influenciado neste comportamento.

“Quando também fui arrendar uma casa, me dirigi ao gabinete da IMOGESTIN, lá na centralidade da Quilemba, a perguntar se seria esta imobiliária a arrendar ou os moradores, estes responderam que são os proprietários. Queremos saber o que se passa para não entregarem as casas aos jovens” questionou Janeth da Conceição.

As nossas fontes afirmam que apesar de não existir um processo legal e aberto de acesso as habitações da centralidade da Quilemba, todos os finais de semana.

A Centralidade da Quilemba conta já com 8 mil residências acabadas do tipo T3, cujas obras iniciaram no ano de 2010, das quais, 800 já estão habitadas. Segundo o vice-governador provincial para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Dala, o processo para a ocupação das residências obedeceu a critérios que ainda não foram concluídos, tendo garantido existem residências para todos os interessados.

“São 800 casas, e o Governo Provincial entendeu que fossem priorizados os moradores dos bairros do Camazingo e Waliawenda, que sofreram requalificação. Dentro deste processo, entendeu- se fazer o enquadramento de polícias, jornalistas e outros organismos para poderem habitar nas 800 casas que ainda não podemos concluir”, explicou.

Aquele responsável garantiu que tão logo as casas sejam concluídas, será feita a venda conforme a norma, para a função pública, através das quotas que serão entregues às direcções e depois haverá também a venda livre.

Nuno Mahapi Dala disse que, de acordo com as cláusulas contratuais, as habitações da centralidade da Quilemba, ainda são pertença do Estado, até que se cumpra integralmente o pagamento, pelo que é ilegal arrendar uma residência destas. “Daí que aconselhamos as pessoas que se abstenham desta prática, que constitui uma ilegalidade”, reforça.

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