Haverá sempre escritos

Deixo hoje de assinar neste espaço. A partir de amanhã ele terá um novo rosto uma nova assinatura.

Daqui levo boas lembranças, em larga maioria, pelas reacções sempre animadoras dos leitores que procurei servir da melhor forma possível. Foi uma honra inestimável. Mas a vida não são só rosas, algumas vezes fui confrontado com reacções menos positivas aos meus escritos. Porém, uma verdade é inquestionável, cada uma das reacções que me chegaram foi sempre uma lição. Algumas aprendidas no momento e outras para revisitar, para refectir.

Há que fazer acontecer futuro, sempre, no entanto. Como no meu início neste jornal, quando alguns de nós ainda usamos os nossos próprios meios, computadores, carros, etc., só para construir alguma coisa nova no país. Como nas muitas noites perdidas para fazer nascer o primeiro jornal privado diário décadas depois da Independência Nacional. Contra os avisos de fora, contra as resistências internas.

Mas foram também anos de pressão, obrigatória numa sociedade como a nossa. A real e a imaginária. Como a questão permanente sobre uma suposta orientação editorial vinda não se sabe de onde. Houve liberdade de agir e de pensar, algumas vezes chocando com supostos interesses dos accinistas. E para que este jornal continue a ser aquilo que é assim se deverá manter, guiando-se pela responsabilidade jornalística e pela liberdade intelectual dos seus profissionais. Aquela que diz que haverá sempre escritos algures pelo mundo.

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