E depois do adeus…

Há sempre reencontros na vida, como este, agora, depois das despedidas de ontem. Serão então efeitos tardios de despedidas anunciadas, aquando da concretização, para breve.

No jornalismo é assim, até que haja confirmação, para ser verdade. Aqui até que tome posse o conselho de gestão nomeado pelo Governo, porque o mundo não pára e a obrigação de o noticiar também não.

É a obrigação de o partilhar, para podermos ser uma humanidade só, porque apenas o somos com os outros.

O país é todos os dias, e por isso uma coluna deste jornal também tem de ser todos os dias, ainda que não noticiosa, ainda que em jeito de crónica ou mesmo de análise, assine quem a assinar.

Aliás, o mundo segue igual a si mesmo, indiferente aos muitos “adeus”. Crianças morreram por malnutrição no Huambo. Parece uma repetição, mas não.

São crianças diferentes, novas crianças, que não estiveram no lugar das anteriores vítimas, tiveram a sua própria vida, assim como as que se perderam no Líbano, em explosões filmadas e mostradas ao mundo em câmara lenta, com a possibilidade de se voltar a ver uma e outra vez, como as catástrofes acontecem uma e outra vez e o mundo parece não ter forma de se corrigir.

Mas tem de ser narrado, hoje e amanhã. E por isso os jornalistas também têm falsos “adeus”, porque depois de cada um há sempre um depois, onde e como for, há sempre mundo e vida, a seiva que faz crescer este tipo de pessoas, os jornalistas.

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