Basel Angola aposta na valorização dos quadros nacionais 

No mercado angolano desde 2010, a fábrica Basel Angola, que detém as marcas de detergentes Madar, Ultra e Glória, aposta na valorização dos quadros nacionais, com o recrutamento de estudantes proveniente de universidades e institutos superiores. 

A informação foi avançada ontem à imprensa pelo director de marketing deste empreendimento de empresários libaneses, Ricardo Costa, tendo realçado que, dos mil e 200 trabalhares que possuem, apenas 60 são expatriados, e mil e 140 são angolanos, entre engenheiros, técnicos de laboratório, motoristas entre outros. 

Falando no final da visita efectuada pelo secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, a esta unidade fabril, o responsável do marketing adiantou que o objectivo é reduzir cada vez mais a mão de obra estrangeira, apostando nos angolanos. 

Para isso, disse, têm um acordo com o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (Isptec), onde os melhores estudantes são encaminhados para a Academia Basel, para uma formação, com garantia de emprego. 

Durante a visita, enquadrada no processo de acompanhamento físico e financeiro dos projectos desembolsados no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi), ao secretário de Estado foi informado que a Basel Angola beneficiou de um crédito avaliado em 3 mil milhões de Kwanzas, para aquisição de equipamentos para aumentar a produção de uma nova linha para fazer sabão. 

A fábrica, que está representada nas 18 províncias do país, tem ainda em vista, para breve, o lançamento de uma nova marca “Ama”, também de detergentes. A indústria, localizada no bairro Kapalanga, no município de Viana, tem uma produção diária de 156 toneladas de detergentes em pó, duas mil em líquido, 800 toneladas mês de álcool gel e 420 toneladas mês de hipoclorito de sódio (lixívia). 

No final, o secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, que andou por vários departamentos, desde a produção, embalagem, laboratório, sala de controlo, entre outros, congratulou-se pelo facto desta empresa empregar maioritariamente jovens angolanos. Segundo o dirigente, esta política vai de encontro aos planos do Executivo, de reduzir o desemprego. 

Assegurou que vai trabalhar junto de outras instituições para ajudar a solucionar alguns constrangimentos apresentados pelos responsáveis da fábrica, sobretudo na aquisição de matéria-prima, por falta de divisas. 

Alguns jovens entrevistados pela Angop mostraram-se satisfeitos pelas condições de trabalho no empreendimento. Manuel Lineu, que trabalha desde 2011, diz ser bem tratado e sente-se feliz por contribuir para o desenvolvimento do país. O jovem de 35 anos, é agente de importação, na área de custos. 

Já Girão Virgílio, de 27 anos, refere haver boa abertura entre os superiores e os subordinados. “Sinto-me feliz”, disse o engenheiro químico de 27 anos, há um ano e dois meses na empresa. A mesma satisfação foi manifestada por Alice Borba, técnica de laboratório de 27 anos. 

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