Morre em Portugal o jornalista Edgar Cunha

A classe jornalística angolana foi surpreendida, na Quarta-feira,5, com a morte do jornalista da TPA, Edgar Cunha, ocorrida em Lisboa, vítima de doença prolongada.

Edgar Cunha foi durante décadas um dos principais pivôs dos noticiários da TPA, instituição que o recebeu no ano de 1985. Em 2011, foi nomeado para o cargo de adido de imprensa de Angola em Cuba, onde permaneceu por quatro anos.

O jornalista esteve, nos últimos tempos, a tratar-se de um cancro e recebia tratamento no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, onde veio a falecer, na manhã de ontem.

A classe jornalística angolana lamenta profundamente a morte deste que é tido por muitos como um veterano e mestre, com realce para a secretária da Comissão de Carteira e Ética, Maria Luísa Rogério, que teve a seguinte reacção: “Eu lhe chamava William Bonner de Angola. Gostava também de lhe dizer que aquele ar sóbrio conferia credibilidade ao Telejornal. Reservado por natureza, respondia sempre com o sorriso acalentador: “Luísa, sentir-me-ia feliz se conseguisse ser o Edgar Cunha que sempre almejei ser”, conta.

Aquela jornalista ressaltou ainda que Edgar Cunha era um colega por quem nutria grande estima e admiração, forjada no tempo em que ele era da RNA e cruzavam-se em reportagens. Era a época em que o jornalismo, segundo Luísa, sobretudo em televisão, ainda não se confundia com glamour. “Vai em paz Edgar Cunha. Que a tua alma encontre a merecida paz para onde quer que vá”, despediu-se.

Quem também admira Edgar Cunha é o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, que disse que “Edgar Cunha era um apresentador clássico, daqueles que sabia enquadrar a leitura de acordo com o contexto. Foi um verdadeiro gentleman. Deus que lhe receba sem reservas. À família e a classe jornalística, sentidos pêsames”, disse.

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