Angola Music Awards regressa este ano e distingue trabalhos dos artistas em 26 classes

Nesta que é a 7ª edição, em termos de novidades, constam as classes de Melhor Música dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) tocada em Angola e a de artista novo talento, perfazendo assim 26 classes e 123 artistas, o que constitui um record absoluto do número de nomeados e categorias, neste evento promovido pelo Grupo Mener, em parceria com o Top Music Angola

A 7ª edição da gala de premiação dos Angola Music Awards (AMA), que ocorreria no ano passado, será realizada este ano, a 7 de Novembro, no Centro de Conferência de Belas, em Luanda, com distinções em 26 categorias.

O evento que vai distinguir os trabalhos dos artistas que mais se destacaram em 2019, através de um processo de votação na sua página oficial, será transmitido pela Televisão Pública de Angola, através de uma parceria efectivada.

Trata-se das classes de melhor semba, melhor kizomba, melhor kuduro, melhor música tradicional, melhor artista feminina, melhor artista masculino, melhor álbum, melhor R&B/soul, melhor afro-house, rap/hip-hop, música mais popular e melhor produção musical.
Serão ainda distinguidos os talentosos nas categorias de melhor artista digital, melhor artista em palco, melhor artista/grupo revelação, melhor colaboração, melhor DJ, melhor gospel, melhor grupo, melhor rock, melhor ghetto zouk, melhor vídeo clip e melhor world music.

Na categoria de melhor artista feminina concorrem Bruna Tatiana, Yola Araújo, Érica Nelumba, Neide Sofia, Pérola, Anna Joyce, Yola Semedo, Liriany Castro, Noite e Dia e Telma Lee, enquanto na de melhor artista masculino o músico Puto Português, Rui Orlando, C4 Pedro, Anselmo Ralf, Halison Paixão, Edgar Domingos, Gerilson Insrael, Mago de Sousa, Chetekela e Ivan Alekxie.

Na classe de melhor álbum estão os trabalhos de Prodígio, C4 Pedro, Gerilson Insrael, Patrícia Faria, Dj Elly Chuva, Rui Orlando, Cláudio Fénix, Puto Português, Mago de Sousa e Érica Nelumba, lançados no ano passado. Na de melhor Semba concorrem cinco canções de Paulo Flores, Patrícia Faria, Puto Português, Érica Nelumba e o Leo Príncipe.

Já na de melhor kuduro estão as canções de Bungaray, Poca Py, As Palancas Negras do Rangel, Nagrela dos Lambas e Gattuso em parceria com Nagrelha dos Lambas, Pai Diesel em colaboração com Gaston Júnior, Samara Panamera, Noite e Dia, Papá Suegg e Jéssica Pitbull.

Novidades

Em termos de novidades, constam as classes de melhor música dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) tocada em Angola e artista novo talento. Em cada categoria concorrem entre 5 e 10 artistas/grupos, perfazendo assim um total de 123 participantes, o que constitui um record absoluto do número de nomeados e categorias.

Em conversa com OPAÍS, o CEO do Grupo Mener, Daniel Mendes, disse que a organização possui três planos para a realização do evento apenas com os artistas, assim como a presença dos nomeados e convidados, ou com público em geral, que, segundo ele, dependerá daquilo que for orientado pelo Ministério da Saúde.

“De uma maneira ou de outra, estamos preparados para desenvolver a gala, providenciando as medidas de biossegurança, como o respeito pelo distanciamento entre os cidadãos, de modo a estar dentro das recomendações emanadas pelas autoridades indicadas. Estamos preparados para estes três planos”, exaltou.

Para evitar a presença de um grande público, conforme aconteceu nas edições anteriores, Daniel Mendes avançou que estão ainda a apostar na sua emissão através da RTP e em plataformas digitais, para abranger o maior número de telespectadores, além-fronteiras.
No que tange às novidades, relacionada com o acréscimo de duas categorias e o número de concorrentes, disse que está relacionada com a produção no mercado nacional, que tem que ver com os vários estilos musicais.

Artistas do PALOP

Na categoria com artistas dos PALOP, concorrem a cantora portuguesa Yasmine, descendente de africanos; a cabo-verdiana Soraia Ramos; a dupla santomense Calemas; o moçambicano Mr. Bow e o músico Djodje.

Daniel Mendes referiu que as suas nomeações se devem ao facto de os seus trabalhos serem apreciados e ouvidos em vários eventos no país, assim como as suas participações em diversas actividades. Uma iniciativa que observa como mote para divulgação e promoção do evento nos países, de onde os artistas são provenientes.

“Nas edições anteriores pensou-se em incluir essa categoria na lista das classes, mas por acharmos incerto. Desta vez, foi óptimo, porque acabam por ser valorizados, estão felizes de saber que as suas músicas tocam em Angola e que são valorizadas e reconhecidas. Muitas vezes eles participam nos eventos e não a 100% parte da festa”, enfatizou.

Daniel salientou, igualmente, que os referidos nomeados, nos seus países, realizam campanhas de propaganda, sobre a sua participação no evento, que são divulgadas pela imprensa local.

”Isso é óptimo, porque queremos que os AMA esteja em toda a lusofonia. Começamos com os PALOP, já está a funcionar, e como muitos deles estão em Portugal, está-se a falar muito do evento. Essa é uma maneira de internacionalizarmos cada vez mais o trabalho feito pelos AMA”, finalizou.

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