E assim…Macedo não pode ser Tadeu!

Foi em 2007 que numa provocação inusitada, por causa de uma crise que se vivia na Igreja Maná, o apostólo Jorge Tadeu, líder desta confissão religiosa, insultara da forma mais vil possível os angolanos.

Acossado por um religioso cubano, que não quis que uma doação da Sonangol para a construção de uma escola sustentasse outros caprichos no velho continente, o apóstolo preferiu também ofender os angolanos. E este país em que muitos verteram sangue e lágrimas descrito, por ele, como um local em que se podia pagar e alguém abriria ‘as p… para as pessoas entrarem’.

Passaram-se 13 anos. Um novo escândalo emergiu. Agora na Igreja Universal. Uma vez mais o dinheiro e o poder estão em causa. Não de Angola, mas dos que um dia vendiam milagres. E os insultos ressurgiram. Distante de Tadeu, Edir Macedo considera ‘rebeldes’ os angolanos e deseja que aqueles que lutam por reformas desçam rapidamente para o inferno. O mesmo que dizer: morram!

Nem as famílias foram poupadas por aquele que deveria salvar almas. Só que Macedo não é Tadeu. Mas um dia Tadeu fez o que Macedo faz hoje. E 10 anos depois regressou em grande com direito a tapete vermelho.

Com os últimos desenvolvimentos na IURD, os contornos evidenciam que, outra vez, o orgulho angolano poderá continuar ferido. O coro angelical em torno de um suposto ‘erro no cartório’ parece querer ilibar até aquele que em finais do mês passado preferia ver os seus bispos, filhos e mulheres numa sepultura.

Nem nos lembramos mais das acusações de vasectomia, evasão de divisas, branqueamento de capitais, maus-tratos e a falta de investimentos em projectos sociais como fazem outras igrejas até com pouca capacidade financeira. Embora não sejam irmãos siameses, o tapete vermelho começa a ser preparado para que um dia Macedo venha a ser Tadeu.