Jornalistas da Huíla capacitados em matéria de Covid-19

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), na província da Huíla, promoveu na manhã de ontem, Quinta-feira, uma acção formativa dirigida aos seus filiados dos vários órgãos de comunicação social sediados na cidade do Lubango

A acção formativa, que contou com a parceria do departamento de saúde pública e controlo de endemias, do Gabinete Provincial da Saúde, trouxe temas como a comunicação e biossegurança e a demonstração e interpretação das siglas IGG e IGM.

O objectivo, segundo o secretário provincial do SJA, na Huíla, Amílcar Silvério, é capacitar os profissionais de comunicação social com conhecimentos sobre a Covid-19, para que possam informar com exactidão e domínio dos termos técnicos.

“Os jornalistas jogam um papel importante neste processo de sensibilização e do combate à pandemia, pelo que devem estar capacitados. O jornalista deve ter domínio das normas de biossegurança, deve dominar as siglas, para melhor informar”, disse.

Durante a acção formativa, os jornalistas na província da Huíla abordaram, igualmente, o tema ligado à comunicação social e a biossegurança, orientado por Jeremias Kayeye, especialista em cardiologia.

Na sua abordagem, Jeremias Kayeye disse que pretende-se, com este tema, criar um ambiente de trabalho onde se promova a contenção do risco de exposição a agentes potencialmente nocivos ao trabalhador da comunicação social, pacientes e meio ambiente.

Os jornalistas que participaram na acção formativa destacam a importância da mesma no desempenho das suas actividades. José Filipe, da Agência Angola Press, disse que para que os jornalistas possam informar com verdade devem estar bem formados.

“Esta formação é boa, dada a importância dos jornalistas na passagem de informações sobre a prevenção da Covid-19. Vezes há que a informação é passada com algumas falhas por falta de domínio de certos aspectos relacionados com a doença”, avançou.

Para Lídia Vindula, jornalista da Rádio Huíla, a formação vem no bom momento, numa altura em que todos são chamados a dar o seu contributo na prevenção da doença.

“É uma formação que vem a calhar, tendo em conta a situação sanitária que o país (e o mundo) observam, então é uma mais valia podermos ter conhecimentos sobre a Covid-19 e o domínio de certos temas que envolvem esta doença”, adiantou.

Domínio das siglas

Sobre as siglas IGG e IGM, Isaías Gayeta, do departamento de Saúde Pública, explicou que o IGG/IGM, é um teste rápido de diagnóstico in vitro para detecção qualitativa de anti-corpos para SARS-Cov2 em soro, plasma sangue total venoso e sangue por punção digital. O teste fornece resultados preliminares.

Resultados negativos não excluem a infecção por SARS CoV-2 e não podem ser usados como única base para o tratamento, além de não se destinar a ser usado como teste de triagem de doadores.

“São necessários testes de biologia molecular e sorológico para confirmar, definitivamente, um portador do vírus. Os anticorpos detectados pelo teste sorológico indicam que uma pessoa tem uma resposta imune ao SARS-Cov2, caso tenha desenvolvido sintomas da infecção ou caso a infecção for assintomática”, explicou.

Isaías Gayeta acrescentou que os testes de anticorpos são importantes para confirmar se uma infecção ocorreu, tendo dito que a gravidade dos sintomas da Covid-19 está correlacionada com os níveis de anti-corpos IGG e IGM.

João Katombela, na Huíla

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