Processo de paz em Moçambique é frutífero e traz esperança, diz enviado da ONU

Moçambique avançou de forma lenta mas estável no caminho da paz duradoura, uma vez que progressos foram alcançados no processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR), disse o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas ao país num comunicado, nesta Quinta-feira.

Mirko Manzoni, também presidente do grupo de contacto internacional que apoia o processo de paz em Moçambique, fez esta declaração no aniversário da assinatura do acordo de paz e reconciliação entre o presidente Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade.

Manzoni disse que o momento de destaque nos últimos 12 meses foi o reinício das actividades de DDR em Savane e Dondo, ambos distritos da província central de Sofala, que viram 304 ex-combatentes voltarem para casa.

“Embora haja muito trabalho a ser feito para garantir que todos os combatentes restantes cheguem a casa de forma segura, o progresso até agora me enche de esperança. A paz está a firmar-se em Moçambique”, disse o enviado na mensagem.

Também foram feitos progressos louváveis na descentralização e foram aprovadas legislações e políticas críticas, e regras que governam a operação dos principais órgãos provinciais descentralizados para facilitar o aprofundamento da descentralização, aponta o texto.

Apesar dos desafios impostos pelos desastres naturais e de uma situação de grande preocupação no norte, o país permaneceu fiel à busca da paz, segundo o comunicado.

Manzoni assinalou que os ataques no centro do país continuam a causar angústia e o seu grupo apela a todos os envolvidos para que se juntem ao pedido de paz e usem o diálogo como o único meio de expressão.

“Esperamos que daqui a um ano possamos marcar essa data importante juntos tendo desmobilizado todos os combatentes”, afirmou.

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O Pais

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