Carta do leitor: As mortes por COVID em Angola

Por: Mário Saturnino

Belas, Luanda

Já tem sido tortuoso todos os dias receber informações sobre o aumento de casos no país. Quase que já não consigo dormir desde que começaram as conferências de imprensa. Sempre que somos avisados que há um caso suspeito no município de Belas, nós que habitamos nesta circunscrição ficamos com os corações nas mãos. Não tem sido fácil.

Cuidar dos filhos, trabalhar e ao mesmo tempo fazer de tudo para que a condição anímica não caía a níveis que nos deixem malucos.

O mais assustador nestes dias tem sido o aumento significativo no número de mortes, colocando o país na cabeça daqueles que mais se morrem. Há necessidade de se analisar a terapêutica que estamos a usar ou buscar experiência junto de países que têm sido bem-sucedidos nesta missão.

Quando alguém contrai o vírus, a julgar pelo crescente número de mortes, fica-se com a impressão de que não poderemos voltar a vê-lo. É doloroso. Por isso, gostaríamos que as autoridades criassem mecanismos para se inverter com urgência essa tendência. Claro que o combate à COVID não tem sido uma tarefa fácil para muitos países, incluindo os mais desenvolvidos.

Ainda assim há que se depositar esperanças de que as nossas autoridades possam ajudar a melhorar o quadro. Ouvimos falar de um encontro ontem entre a Comissão Interministerial e o Presidente da República, razão pela qual aguardamos com expectativa por boas notícias.

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