Casos da Covid-19 em África supera o milhão de infectados

Os casos confirmados de Covid-19 em África ultrapassaram 1 milhão, indica uma contagem da Reuters, na Quinta-feira, quando a doença começou a espalhar-se rapidamente por um continente, cujo relativo isolamento até agora o poupou do pior da pandemia.

O continente registou 1.003.056 casos, dos quais 21.983 morreram e 676.395 se recuperaram. A África do Sul – que é o quinto país mais atingido do mundo e representa mais da metade da carga de casos da África Subsaariana – registou 538.184 infectados desde o primeiro caso em 5 de Março, informou o Ministério da Saúde, na Quinta-feira.

Os baixos níveis de testes em vários países, com excepção da África do Sul, significam que as taxas de infecção de África são provavelmente mais altas do que o relatado, dizem os especialistas.

Na África do Sul, um estudo efectuado no mês passado mostrou cerca de 17.000 mortes acima da taxa normal, ou um excesso de 60%, entre o início de Maio e meados de Julho, sugerindo que mais pessoas estão a morrer de Covid-19 do que os números oficiais reflectem.

Muitos países africanos impuseram bloqueios rápidos e fecharam as suas fronteiras mais cedo, ganhando um tempo precioso para preparar hospitais, instalar máquinas de teste e aprender com os tratamentos em evolução.

Mas os governos, cientes dos danos às suas economias e do risco de uma fome generalizada, na sua maioria suspenderam os bloqueios. Apesar dos esforços iniciais da África do Sul para conter o vírus, os serviços de saúde pública, já fracos, estão sobrecarregados e há escassez de leitos, equipamentos de protecção e enfermeiras.

Pacientes com Covid-19 às vezes tiveram que ser tratados junto com outros. Poucas nações africanas têm serviços de saúde tão avançados quanto os da África do Sul.

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