O que nos trará de novo a era pós pandemia?

A premissa para a abordagem deste tema requer uma mente aberta e disponível; que inclua uma percepção da realidade, além do tangível e material. (…)Implica adicionar o invisível, para que, lentamente, comecemos a captar os atributos da Consciência, como o décimo segundo jogador; o Ente percursor de toda a realidade. 

E precisa ser assim, pois, a premissa acima descrita seria o catalizador para uma compreensão além das três dimensões, aquela na qual a humanidade esteve emersa por milênios. Uma dimensionalidade cuja percepção se fixava unicamente na realidade concreta, negando o abstrato e o invisível. 

Uma realidade de posses e disputas; de controle e separatividade. A grande mudança; aquela que desfila diante dos nossos olhos, predita pelos ancestrais da Terra, já se tornou inegável e a pergunta que ecoa na mente de cada ser humano é esta: como sará depois da pandemia passar? E aqui começa o desafio. 

Quantos de nós seriam capazes de ver e interpretar o actual momento como uma inegável oportunidade de mudança; um factor de aceleração para uma Consciência elevada, que inclua uma nova abordagem de nós mesmos, como primeiro passo para uma melhor compressão do “outro” e do Todo envolvente? Quantos seriam capazes de olhar e captar os novos sinais, os quais chamam-nos à responsabilidade no processo de criação da nossa própria realidade? Quantos se colocarão na condição de vítimas, ao invés de perceber o poder criador, imbuído em cada palavra, pensamento, ação ou sentimento que brotam de nós? 

A mensagem que transpassa o subliminar, que estrutura o presente contexto, mostra uma cena gigantesca. Apresenta-nos o início de uma nova era. Uma elevação da Consciência para uma nova dimensão, cujos atributos libertariam a humanidade das amarras de um velho paradigma, que se expressa em linhas transversais e mostra um ser humano esquecido e alheio ao infinito poder dentro de si. 

E, como resultado deste apagão espiritual, ergueu-se a singularidade em oposição a unidade; a conquista e as disputas ao invés da partilha. E a mudança não é um acaso. Ela foi predita pelas culturas mais antigas dos Planeta. O Alinhamento Galáctico ou Percepção dos Equinócios, de acordo com os astrônomos, anuncia um certo tipo de alinhamento da Terra com o centro da Galáxia. 

O entendimento dos astrônomos começa assim a casar-se com as profecias dos povos Maya, por exemplo, que apontavam o fim de 2012, como o início de um novo tempo; de maturação e elevação. Os geógrafos falam da existência de quarto grandes eras civilizacionais, antes da nossa, que sucumbiram e se destruíram, antes mesmo da passagem do “marcador”, no seu próprio tempo. 

Portanto, além da comum cogitação, regra geral, eivada de pessimismos e negatividade, a boa notícia, a julgar pela combinação de todos os factores, é que o que vem depois da pandemia é mais que bom! É incrivelmente bom! E aqui fixa-se um novo ponto crítico, pois, o senso comum olhará para a realidade e verá um cenário oposto. 

Achará nos noticiários algo dantesco e uma caótica descrição de probabilidades, que antecederiam um fim dramático. É aqui, justo neste ponto do tempo, onde nos é pedido para que saíamos da caixa e estendamos a nossa visão, além das três dimensões, para admitir a existência de uma lógica que ultrapasse o senso racional. 

Que considera o esotérico e o invisível, como atributos inerentes à realidade. Ou seja, o aparentemente confuso e caótico, mostrado nas notícias, na verdade, é a expressão de um colectivo de seres humanos, que, literalmente, começa a fazer novas escolhas e mudar trás consigo um certo desconforto. 

Ao invés de competir e separar-se, a nova Consciência humana começa a perceber que, realmente, reunir e partilhar os recursos é a resposta para todos os problemas sociais. E levará o seu tempo para que tudo isso esteja nos nossos noticiários. A mudança é lenta, porém, metódica e consistente. 

Nada a fará parar. Parecerá piorar um pouco, antes de melhorar, pois, mudar os velhos atributos da posse e do controle; da separatividade e conquista; implica ir contra o velho status, erguido por grupos e monopólios, que ao longo de gerações se instalaram em lugares de mando, em sectores vitais da nossa civilização. 

Estes rejeitarão a mudança. O velho paradigma e toda a estrutura por si criada, sabe que há uma tremenda transformação em curso e estes tudo farão para anular ou retardar o processo. Bom demais para ser verdade? Conecte os pontos e observe o impacto da internet, enquanto elemento estimulador da Consciência de unidade de todos os seres humanos, que, pela primeira vez na sua história, podem ver/se como UM SÓ! Uma superficial análise do sistema financeiro global, mostra uma crise sem precedentes, anunciando o colapso de um ultrapassado modelo que, em boa verdade, não respondeu aos desafios da busca de soluções para os problemas humanos. 

Pelo contrário, o “dinheiro” e o inerente sistema de mercado, agudizaram as diferenças e elevaram o abismo e a separação. Se somos todos humanos e filhos do mesmo Criador, faria sentido continuar a catalogar uns e outros como ricos e pobres? Quantos verão o inapropriado e contra intuitivo, neste cenário, que se opõe ao axioma da unidade de todas as coisas? O surgimento de novas soluções energéticas, revela uma humanidade que se reúne para não mais magoar a Terra, esgotando violentamente os seus recursos. 

Ao mesmo tempo, as anunciadas respostas e soluções energéticas, mostram-nos alternativas baratas e acessíveis à todos. Energia acessível à um universo maior de pessoas, significa o fim da pobreza. 

Conecte os pontos e veja as transformações em curso ao nível do paradigma de cura, que começa a incluir soluções naturais, como antecâmara para a inclusão da Consciência, enquanto atributo de cura da nossa própria biologia, como mostra a Epigenética. Imaginemos o que isso representa para a indústria farmacêutica. Por via de uma ironia, cujos contornos escapam, por enquanto, à nossa comum compreensão, a humanidade realiza neste momento do tempo, a travessia da ponte que nos guia à outra margem, onde reina a harmonia e a paz; a justiça e o bem-estar. 

No percurso, haverão avanços e recuos, pois, limpar gerações de negatividade, de emoções impregnadas pelo horror de incontáveis batalhas, tem o seu custo e leva o seu tempo. Nisto, incluo a presente pandemia, que se expressa como a manifestação de uma vibração energética, implantada no passado e que precisa ser limpa, antes de sermos agraciados com novas e retumbantes revelações do conhecimento, as quais trarão invenções de alcance inimaginável, em muitas áreas da ciência e tecnologia. 

Para aqueles que creem e se sintonizaram com estás coisas, eis o apelo: sejamos luz e amor, nas palavras, pensamentos, actos e sentimentos, pois, aquele ao seu lado verá no exemplo, a inequívoca certeza de que o bem sempre vencerá! (…) Que, por mais obscura que seja, a noite jamais negará o nascer de um novo dia. 

Alexandre Lucas Tchilumbo 

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