Carta do leitor: A atitude do agente regulador de trânsito

Por: Batista A. D. Mota
Viana, Luanda

lustre director, espero que esteja de saúde e óptica disposição neste Sábado.

Sou cidadão angolano, vivo na Boa Fé, no município de Viana, em Luanda, há mais de vinte anos.

Há dias ia para o serviço de táxi, na viatura todos cumpriam as medidas de prevenção e de combate à COVID-19.

Seguíamos a viagem, mas na zona do Grafanil Bar um agente regulador de trânsito interpela o motorista.

O taxista tinha os documentos conforme. A lotação estava dentro dos marcos exigidos. Porém, o agente não cedeu.

Eram 7:00 da manhã, fez com nos atrasássemos no serviço. Exigiu que lhe dessem 2 mil kwanzas. O motorista disse que estava a entrar na via a pouco tempo e que não tinha ainda.

A atitude do agente mancha a Polícia Nacional do topo a base e prova que a corrupção reside aí.

Chamou-me também atenção a forma como o agente pedia o dinheiro e não queria saber a posição dos passageiros.

Cheguei tarde ao serviço. Marcaram-me falta. Tentei justificar, o meu chefe nem sequer aceitou.

Por isso, devo dizer que o Ministro do Interior e o Comandante Geral têm falado sobre o fenómeno de forma reiterada. Só que na via os agentes abusam os taxistas e dizem mesmo podem ir queixar-se aonde quiserem.

Isto prova que as orientações dos dois superiores hierárquicos é fogo que não queima, porque também devem ter os seus “quibulos”.

Queremos uma polícia que se adapte ao slogan “Pela ordem e pela paz ao serviço da nação”, é assim tão difícil Senhor Ministro?

 

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