Gingas do Maculusso relembram sucessos no “tradicional” Live no Kubico na TPA

Durante o show, serão cantados temas musicais, que marcaram o trajecto do grupo iniciado em 1983, como as canções “Canta não chora”, “Mbanza Luanda”, “Kizomba”, “Xyami”, “Filhas de África”, “Panguila”, “Kimbange”, “Missosso”, “A mangonha”, entre outras, para animar o seu grande público confinado face à pandemia da Covid-19

Três anos depois de terem celebrado os 25 anos, enquanto grupo, as Gingas do Maculusso regressam hoje ao palco do Live no Kubico da Televisão Pública de Angola (TPA), que será transmitido em directo a partir das 14 horas e 30 minutos, para animar os fãs confinados e os amantes das suas músicas.

Este Live de carácter solidário, que é ainda transmitido pelas plataformas digitais da Platinaline, é aguardado pelos fãs com muito entusiasmo, por se encontrarem confinados em casa, a fim de evitar a propagação da Covid-19 no país, que tem dizimado muitas vidas em todo o mundo.

O show será animado pelo grupo composto por Gersy Pegado, Daniela Miranda (Paula), Patrícia Faria, Josina Stella e Celma Miguel, que farão uma viagem por todas as obras discográficas do conjunto, designadamente “Luachimo”, “Muenhu”, “Mbanza Luanda”, “Malanje-natureza e ritmos” e “Xyami”. São músicas cantadas desde a década de 80, que marcaram gerações, como a canção “Canta não chora”, “Mbanza Luanda”, “Kizomba”, “Xyami”, “Filhas de África”, “Panguila”, “Kimbange”, “Missosso”, “A mangonha”, entre outras, cantadas também em línguas nacionais.

Estado anímico

Em conversa com OPAÍS, Patrícia Faria disse que estão preparadas para a realização do show, uma vez que a cumplicidade existente entre elas, em palco, constitui um elemento facilitador para actividades do género.

“Graças também à preparação que havíamos feito para o nosso grande show ‘Reencontro’, que ocorreria em Março no Centro de Conferência de Belas, a preparação para este Live não foi muito complicada”, afirmou.

Por essa e outras razões, almejam corresponder com as expectativas dos fãs e reconfirmar a firmeza do grupo, para que assim o show possa ser apreciado pelo seu grande público, que aguarda pelo show “Reencontro das Gingas”, que foi adiado “Cine die”, devido aos casos positivos da doença do novo Coronavírus.

“É tão só um reencontro. Relativamente a outras possibilidades, por certo acontecerão com a devida ponderação. Porquanto, todas nós já estámos envolvidas noutros projectos e ocupações familiares e profissionais”, esclareceu.

O grupo As Gingas do Maculusso, que nasceram do projecto Avilupa Kwimbila, sob responsabilidade de Rosa Roque, fizeram parte de uma lista de artistas e grupos musicais angolanos chamados com frequência para animar e actuar em várias festividades.

O grupo começou o seu percurso em 1983, num dos programas infantis da Rádio Nacional de Angola, sob o comando da jornalista Amélia Mendes. As suas canções arrebentaram nas rádios, na televisão e nas pistas de dança de todo o país.

Em 2009, o grupo registou o primeiro momento de ruptura, com a saída da vocalista Patrícia Faria, que optou pela carreira a solo. Mais tarde, saíram Paula, Josina e, por último, Maria João, rompendo o ciclo de sucessos iniciado em 1983.

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