Editorial: Sinal vermelho

Jornal OPaís edição 1925 de 10/08/2020

Um dia depois de o país, através do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida, ter anunciado a prorrogação da situação de calamidade pública, não poderia ter acontecido algo pior. Entre o sobe e desce em termos de números, Angola foi oscilando entre os dois dígitos. Houve semanas em que eram apenas 30, outras 50, algumas até 70 e posteriormente 80.

À medida que os números são anunciados, sobretudo na voz do já inconfundível secretário de Estado da Saúde, Franco Mufinda, os angolanos param para analisar a tendência. E ao se chegar ontem, pela primeira vez, aos três dígitos, com 100 casos, legitima-se as intenções do Executivo que ontem anunciou uma série de medidas para se contrapor o aumento. Independentemente das críticas, é importante que não se esmoreça.

Se até os países mais desenvolvidos do mundo viram os seus sistemas de saúde colapsar, um afrouxamento poderá desestruturar ainda mais as nossas débeis instituições de saúde. As multas e outras medidas são pesadas, sim, mas é o mesmo que vai acontecendo noutras partes de África, da América ou até mesmo da Europa. Por isso, só há um único caminho: vamos cumprir as regras para que não seja o bolso a pagar.

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