Produção de ovos regista baixa por falta de dinheiro

O sector avícola regista queda na produção por falta de matéria-prima e reforço de tesouraria. A situação não é nova, mas agravouse com a pandemia do Covid-19

O presidente da Associação Nacional dos Avicultores de Angola (ANAVI), Rui Santos, disse que o sector avícola continua a registar muitas dificuldades para manter a produção de ovos.

Por essa razão, o preço do produto aumentou de forma considerável no mercado. “Neste momento, o cartão de ovos está a ser comercializado acima de 3 mil Kwanzas, por falta de matéria-prima para a produção de ração, como soja, milho e fertilizantes, e o reforço de tesouraria nas empresas , sem falar das dificuldades na reposição dos pintos que chega seis meses após o prazo”, disse, acrescentando que estes problemas têm estado a prejudicar a produção de ovos. Rui Santos revelou que há cada vez mais avicultores a abandonarem o negócio por falta de apoios.

“Mais de 70 por cento das pequenas e médias empresas ligadas ao sector viram-se obrigados a encerrarem às portas e a comercializarem os seus aviários.

Outros ainda decidiram apostar em outros segmentos de negócios”, disse. O responsável comentou que a associação que dirige procura financiamento para apoiar os produtores, de modo a manterem a produção.

No entanto, o papel da mesma será de interlocutor apontando quem realmente precisa. Rui Santos queixa-se da falta de informações dos associados no que concerne à apresentação de números de produção para efectuar as estatísticas ou mesmo de cada semestre.

Na sua opinião, há menos compra de ovos porque o consumidor tem cada vez menos poder de compra devido à situação económica do país, marcada pelo encerramento de empresas e aumento do desemprego.

Alívio económico

Questionado sobre o programa de alívio económico do Ministério da Economia, que tem como objectivo ajudar os produtores durante o período da pandemia, disse que “nenhum dos associados recebeu”. “Apelo maior aproximação entre o Executivo e os operadores económicos ligados aos sectores avícolas”, recomendou.

De recordar que, em 2016, a província de Luanda liderava a produção de ovos com 19 milhões 171 mil. Enquanto as províncias do Cuanza Sul, Benguela, Bié, Huíla e Huambo produziam um total de 16 milhões 352 mil 960, somando 36.507.232 em todo o país.

A capital do país contava com 20 aviários, o Cuanza Sul com 12, Benguela 6, Bengo igualmente 6, Bié 3, Cuando Cubango 2, Lunda Sul 2, Uíge, mesmo número encontra- se no Cuanza Norte, Moxico, Lubango, Namibe, Huambo, Zaire, Lunda Norte todas com um aviário cada. As regiões que ainda não produzem ovos são Cabinda, Cunene e Cuando Cubango.

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