Três distritos com maior vulnerabilidade

Apesar de todos os sete distritos merecerem a contribuição do programa em questão, existem aqueles cuja preocupação deve ser elevada pelo facto de ter mais famílias em situação de vulnerabilidade.

A directora municipal dos antigos combatentes, promoção da mulher e acção social, Maria Antónia, disse que depois de feito o diagnóstico de vulnerabilidade social, nos sete distritos, nomeadamente Sambizanga, Rangel, Maianga, Ingombota, Samba, Neves Bendinha e Ngola Kiluange, com um total de 28 bairros previstos, os trabalhos foram desenvolvidos em apenas 24, não tendo havido nos outros quatro a colaboração por parte da comunidade.

Os bairros com índice elevado de vulnerabilidade são o Catinton e os dois Cassequel, no distrito urbano da Maianga; Boa Vista, na Ingombota; Samba Pequena, Povoado e Camuxiba, no distrito urbano da Samba. “Os outros distritos também registam situações de vulnerabilidade, mas estes três registaram maior índices. Temos crianças fora do sistema de ensino, sem registo de nascimento, unidades hospitalares que não conseguem responder à demanda de alguns serviços”, explicou.

Algumas situações de vulnerabilidades social que foram constatadas nos distritos urbanos não terão respostas no programa de combate à pobreza, e sim no PIIM, porque o programa actualmente obedece a outro nível de execução.

No que tange à saúde, a responsável assegurou que ao longo do ano em curso, serão criadas e equipadas salas de tisiologia em duas unidades de saúde já existentes nos distritos urbanos, por forma a diagnosticar patologias como a tuberculose.

Sendo que à margem do sector da saúde foram desenvolvidos programas de sensibilização a crianças vítimas ou portadoras de VIH Sida e nas mulheres, além de os doentes receberem apoios em medicamentos.

Para o sector da educação foi disponibilizada verba para merenda escolar, por forma a manter e diminuir o índice de reprovações nas escolas. Sem precisar o valor alocado, afirmou que foi possível beneficiar mais de 7 mil crianças, no ano passado. Esta cifra porque anteriormente o programa tinha os eixos bem definidos e o montante para cada acção.

Por forma a ver ultrapassada a situação de falta de registo de nascimento das crianças, Maria Antónia disse que estão a trabalhar com a área do notário nacional, onde são enviadas as solicitações de registo e com as conservatórias tratam esta situação.

Trabalham actualmente com o distrito do Sambizanga, mas têm encontrado muitas dificuldades, porque existem pais que não têm nenhum registo ou documento que os identifica como angolano.

“Muitos deles nem cartão de eleitor têm, porque com este documento conseguimos fazer o registo do pai e das crianças. Outros alegam falta de dinheiro, mas outros é mesmo desleixo ou falta de interesse dos adultos, sobretudo nos bairros em que encontramos o índice de pobreza muito elevado”, lamentou.

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