Cidadã que testou positivo em Benguela não violou a cerca sanitária de Luanda

A província de Benguela registou, no Domingo,9, o segundo caso de Covid-19. Trata-se de uma cidadã, de 37 anos de idade, residente no bairro da Caponte, município do Lobito, que tinha sido autorizada pela Comissão Provincial de Saúde Pública a deslocar-se à cidade capital, por questões de saúde, revelou, Segunda-feira, o director do Gabinete Provincial, Manuel Cabinda

A cidadã em causa, cujo prédio onde reside foi interditado pelas autoridades para colheita de amostras aos demais moradores, viu-se obrigada a deslocar-se a Luanda, com carácter de urgência, devido a uma cirurgia a que se sujeitaria. Na capital, viria a ser infectada com Covid-19 sem que desse por isso.

No entanto, contrariamente ao que afirmou o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, no Domingo, a cidadã em causa, afinal, não violou a cerca sanitária de Luanda, tendo sido devidamente autorizada a sua movimentação de um lugar para o outro.

Segundo Manuel Cabinda, tão logo chegou a Benguela, no dia 8 de Julho, proveniente de uma cidade sintomática, teria reportado imediatamente às autoridades sanitárias e, de seguida, pôs-se à disposição destas para efectuarem os testes.

Os serviços de Saúde orientaram-na a manter-se em quarentena domiciliar, ao que, segundo enaltece Cabinda, esta terá observado todos os parâmetros. Depois disso, a cidadã foi submetida a um teste rápido, que foi reactivo a IGM.

Em função disso, foi encaminhada à quarente, em Benguela na institucional e o resultado do teste reactivo, depois de ter sido enviado a Luanda, resultou positivo ao RTPCR.

“A cidadã há já alguns dias encontra-se nas nossas unidades de quarentena institucional”. A investigação até aqui feita pelas autoridades aponta para poucos contactos.

 Entretanto, prudentemente, foram interditos os dois andares no prédio onde vive a cidadã e mais 50 outras pessoas, no bairro da Caponte, Lobito, para se apurar se terá ou não havido contacto.

Além dos moradores do prédio, as autoridades vão igualmente testar o cidadão que a transportou de Luanda a Benguela.

“O que foi feito é no sentido de se evitar que na zona onde vive esta cidadã, os moradores abandonassem as suas residências durante o dia de anteontem (Domingo, 9) e de ontem (Segunda-feira, 10), para que as pessoas pudessem ser testadas”, sugere, para quem a imposição de uma cerca sanitária ao bairro está dependente dos resultados das amostras colhidas Segunda-feira.

“Por isso é que as nossas equipas estão a trabalhar para evitar que haja movimentação”, disse. Em relação ao primeiro caso, detectado no município do Cubal, o também coordenador da Comissão Provincial de Saúde Pública assegura que, feitas as investigações se determinou que os contactos do cidadão, de 21 anos de idade, terão sido apenas com polícias e pessoal dos serviços técnicos de saúde, num total de 15.

 E, segundo garante, nenhum deles foi reactivo, tendo sido todos negativos, não havendo, por isso, nenhuma preocupação, uma vez que este não terá mantido contacto com a família. Os dois pacientes, que recebem assistência médica e medicamentosa no hospital de campanha da Catumbela, são assintomáticos, logo, não precisam de ventiladores.

Constantino Eduardo, em Benguela 

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