Carta do leitor: As linhas curtas

Caro director do jornal O PAÍS, desejo-lhe saúde em mais um dia de trabalho. O jornalismo, profissão que dá voz aos que não têm… As medidas impostas pelas autoridades, no âmbito de prevenção da Covid-19, têm sido mal interpretadas pelos taxistas em Luanda. Os homens do serviço público fazem linhas curtas todos os dias nas barbas de quem os pode punir.

Isso pesa no bolso do cidadão que já ganha pouco durante 30 dias de trabalho duro. Para uma pessoa como eu que vive em Cacuaco e trabalha na Mutamba é o caos. Todos os dias gastar perto de 2 mil Kwanzas. Por isso, gostaria que as autoridades fiscalizassem mais, porque os taxistas, apesar de prestarem um serviço público útil, também são bons aproveitadores. Estou cansado de gastar dinheiro com linhas curtas, porque no final do dia eles saem do trabalho a rir sem pensar nos prejuízos que causam aos passageiros.

Não sei a quem é que se deve imputar a responsabilidade, mas penso que a defesa do consumidor e outros órgãos de direito. Este comportamento não deve prevalecer, porque o que está na lei deve ser cumprido à risca para disciplinar a vida em sociedade.

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