Isabel dos Santos deixa gestão da Unitel

Isabel dos Santos deixa gestão da Unitel

A empresária, que se encontra fora país, esteve à frente da gestão desta empresa do ramo das telecomunicações durante 20 anos. A Unitel é a maior operadora de telecomunicações móveis do país, com mais de 10 milhões de assinantes. Tem na sua estrutura accionista, além da Vidatel, a Geni (25% cada uma ) e a Sonangol, que detém 50% de participação. “Após 20 anos dedicados à criação, ao desenvolvimento e ao sucesso da Unitel, optei por deixar o cargo de membro do conselho de administração da empresa”, expressou, em nota de imprensa.

A empresária, que detém 25% na estrutura societária da Unitel, diz ser “contraproducente o conflito instalado no conselho de administração, fruto das relações entre accionistas, numa altura em que a economia angolana e o mercado das telecomunicações atravessam condições económicas adversas”. Na nota, Isabel dos Santos enfatiza que o conselho de administração da empresa deve ser ocupado por pessoas dedicadas e com um espírito de equipa, comprometidas com o trabalho rigoroso e produtivo, no interesse da empresa e dos seus colaboradores e clientes. Refere que nos anos em que liderou a operadora, a Unitel cresceu e realizou um investimento de mais de USD 5 mil milhões na rede, equipamento e formação profissional.

No momento de uma nova página na história desta empresa angolana de tecnologia com 99.9% dos trabalhadores e técnicos angolanos, diz que gostaria de testemunhar aos seus mais de três mil jovens colaboradores e colegas angolanos que constituem o coração da família Unitel, o seu orgulho e a sua gratidão pela confiança, empenho e génio criativo, sem os quais não seria possível. “Vou continuar a apoiar a Unitel com todas as minhas energias, a fim de contribuir para o sucesso da nossa visão e do nosso projecto de desenvolvimento de futuro”, escreve a empresária na sua nota. Em Dezembro de 2019, a empresária viu os seus activos arrestados, por força de uma providência cautelar intentada pela PGR no Tribunal Provincial de Luanda, no quadro do programa de combate à corrupção e repatriamento de capitais e perdas alargada de bens.